Em quase duas décadas, o mercado editorial brasileiro encolheu 44% nas vendas ao mercado, em termos reais. Quando consideradas também as compras governamentais, a queda é de 30%. Os dados são na Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, organizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), com apuração da Nielsen BookData.

Em 2024, um ligeiro crescimento de 0,2% foi registrado, sustentado exclusivamente pelo avanço do conteúdo digital.
O faturamento das livrarias físicas caiu 9% em 2022, totalizando R$ 1,082 bilhão. A Amazon, por outro lado, é estimada em R$ 1,4 bilhão em vendas de livros no país, superando sozinha todas as livrarias brasileiras. A mudança no perfil de consumo favoreceu os canais exclusivamente digitais, enquanto grandes redes físicas, como Saraiva e Livraria Cultura, enfrentaram processos de falência e fechamento de unidades.
Mesmo com a retração, redes de médio porte e livrarias independentes seguem buscando alternativas. A mineira Leitura, por exemplo, adotou uma estratégia de fechamento seletivo de lojas com baixo desempenho e abertura em locais de maior adesão, apostando em atendimento personalizado e curadoria.


