Eventos movimentam o mercado editorial, mas são exceção
A Bienal do Livro Rio 2025, encerrada em junho, atraiu 740 mil visitantes e contabilizou 6,8 milhões de livros vendidos, um crescimento de 23% em relação a 2023. Editoras relataram recordes de vendas, com algumas dobrando o faturamento. A média diária de faturamento foi 83% maior do que a edição de 2022.
Entre os títulos mais procurados estavam obras nacionais e internacionais. Pela Companhia das Letras, destacaram-se Uma família feliz e Jantar secreto, de Raphael Montes; Os sete maridos de Evelyn Hugo, de Taylor Jenkins Reid; Heartstopper vol.5, de Alice Oseman; e Pessoas normais, de Sally Rooney.
Na Record, os sucessos incluíram “Tudo é rio”, de Carla Madeira; “O amor não é óbvio”, de Elayne Baeta; e best-sellers de Colleen Hoover como “É assim que acaba” e “Verity”. A Rocco levou obras como “Powerless”, de Lauren Roberts, e “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pinkola Estés. Na Intrínseca, venderam bem títulos como “Manual de assassinato para boas garotas”, de Holly Jackson, e “Mil vezes amor”, de Lynn Painter. A Globo Livros também teve destaque com “Este é um corpo que cai mas continua dançando”, de Igor Pires, e “A mecânica do amor”, de Alexene Follmuth.
Apesar do êxito do evento, o restante do mercado segue em declínio, pressionado por mudanças estruturais, competição digital e queda no poder de compra da população. O interesse por livros ainda existe, mas o setor enfrenta dificuldades crescentes para convertê-lo em um mercado sustentável.


