Os bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira, 20 de agosto, em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A decisão foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira, 17 de agosto, e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários.
A mobilização ocorre após os trabalhadores avaliarem a condução das negociações entre a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade que representa os bancos nas discussões trabalhistas. Entre os principais pedidos estão aumento real de 5% nos salários e demais verbas, além da reposição da inflação.

O que os bancários estão pedindo?
A reivindicação de 5% de aumento real significa que os trabalhadores querem um reajuste acima da inflação. Além de recuperar a perda provocada pela alta dos preços, a proposta busca garantir um ganho adicional no salário.
O pedido vale para os salários e demais verbas da categoria. Os bancários também querem mudanças no piso salarial, que estabelece o menor valor pago para determinadas funções, e nos benefícios usados para alimentação.
Outro ponto da negociação é a PLR, pagamento feito aos trabalhadores com base nos resultados das instituições financeiras e nas regras previstas para a categoria.
A decisão pela paralisação veio depois de assembleias realizadas em todo o país. Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a mobilização é uma resposta à forma como as negociações vêm sendo conduzidas.
Bancos dizem que negociação está dentro do prazo
A Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam em 24 de junho a pauta de reivindicações apresentada pelos bancários para a campanha salarial deste ano.
Segundo as entidades, o calendário de negociações está dentro do prazo previsto. A posição dos bancos ocorre enquanto os trabalhadores pressionam por avanços nas propostas apresentadas durante as discussões.
A paralisação, portanto, ocorre em meio ao processo de negociação entre representantes dos funcionários e das instituições financeiras. O movimento tem duração prevista de 24 horas.
Paralisação pode afetar atendimento nos bancos
A greve não significa que todas as agências e demais locais de trabalho serão automaticamente fechados. A adesão depende da participação dos bancários e das atividades organizadas em cada região.
Por isso, o funcionamento dos serviços pode variar entre as localidades durante a paralisação. Para quem precisa realizar operações bancárias, serviços digitais podem continuar sendo uma alternativa, embora o material divulgado não indique que todas as atividades estarão disponíveis normalmente.
Os trabalhadores que atuam em home office também receberam orientação para não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período da paralisação.


