Faltam dois meses para o Exame Nacional do Ensino Médio 2025 (Enem), que será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro. A preparação neste período é decisiva para quem deseja bom desempenho. Plataformas de Inteligência Artificial (IA) como ChatGPT, Gemini e Claude estão sendo apontadas por educadores como aliadas, desde que usadas de forma crítica e consciente.
Professores ouvidos pelo portal g1 lembram que IA pode acelerar o aprendizado, mas não substituir as etapas tradicionais de estudo. Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do grupo SAS, alerta que a IA precisa ser usada com ação ativa do aluno, como: pesquisar, fazer, testar e não só como fonte de respostas prontas.

Como usar a IA bem nos estudos do Enem
Resumos e explicações diferenciadas
Ferramentas de IA permitem transformar textos longos em resumos, destacar conceitos importantes e oferecer explicações em níveis variados de complexidade. Isso ajuda a fixar conteúdos em menos tempo.
Por exemplo, é possível pedir “explique o tema X em linguagem simples” e depois “em linguagem mais técnica” para aprofundar compreensão.
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Correção de redações e simulados
A IA pode corrigir redações com base nos critérios do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), indicar competências que precisam melhorar, sugerir ajustes de estrutura ou coesão, ortografia ou gramática. Isso é útil, especialmente se não há professor disponível para dar feedback pessoalmente.
Também é possível gerar simulados adaptativos, com questões parecidas com as de edições anteriores do Enem, para mapear pontos fortes e fracos de forma rápida.
Organização do estudo e cronograma personalizado
Com a IA o estudante pode montar cronogramas de revisão ajustados ao tempo disponível, distribuir matérias segundo seu desempenho, planejar revisões e reservar momentos para redação e leitura crítica.
Também pode usar IA para revisar conteúdos mais cobrados historicamente, por exemplo, identificando temas recorrentes em provas passadas.
O que evitar ao usar IA?
Depender de respostas prontas
É importante considerar que usar IA para obter resposta automática de exercício, pular etapas de raciocínio, ou deixar de fazer cálculos à mão pode comprometer a aprendizagem.
Durante a prova, sobretudo nas seções de exatas, a capacidade de fazer passo a passo é essencial. Se já acostumar a pular isso, pode haver dificuldade no dia do exame.
Ignorar a verificação de fontes e precisão
Nem tudo que a IA gera é correto. Há risco de imprecisões, informações desatualizadas ou interpretações equivocadas. Professores recomendam sempre confrontar o que foi sugerido pela IA com material confiável, livros, professores ou artigos atualizados.
Distrações e uso excessivo
Ferramentas de IA são interativas e podem entreter, mas esse apelo pode gerar distração. Há risco de gastar mais tempo explorando a IA do que estudando de fato.
É importante balancear, como, por exemplo: definir horários de estudo com IA, mas também reservar tempo para leitura de textos impressos, exercícios manuais, debates, revisão tradicional.
Custos relacionados à IA e cursos como referência
Embora muitas ferramentas de IA sejam pagas ou ofereçam versão gratuita limitada, há cursos e formações que custam valores moderados. Por exemplo, curso online de IA da plataforma EstágioTrainee pode custar R$ 497,00 para acesso completo à vista.
Também há cursos livres e profissionalizantes de IA com mensalidades entre R$ 100,00 e R$ 1.500,00 dependendo da carga horária, certificação e abrangência do conteúdo.
Por outro lado, algumas instituições como Fundação Bradesco oferecem cursos com IA para estudantes de forma gratuita e online.
Recomendação de uso nos próximos dois meses
Nos próximos sessenta dias antes do exame é sugerido que estudante monte rotina que combine:
- Exercícios diários com temas que tem dificuldade, usando IA para tirar dúvidas
- Múltiplas redações para treinar todos os aspectos exigidos pelo Enem com correção automatizada ou humana
- Revisões periódicas de conteúdo usando resumos e simulados adaptativos
- Tempo reservado para leitura crítica, interpretação de enunciados, textos literários e gramáticos sem auxílio da IA


