Desigualdade e envelhecimento: o peso econômico do tempo
O envelhecimento também tem impacto direto na economia. Segundo o Banco Mundial, o Brasil pode perder até 1,3% do PIB por ano até 2050 se não adaptar suas políticas para a nova realidade demográfica. Isso porque o número de pessoas em idade ativa diminuirá, enquanto cresce a demanda por aposentadorias e serviços de saúde.
A economista Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que o desafio está em garantir sustentabilidade para a previdência sem reduzir direitos. “A população vive mais, mas nem sempre envelhece com qualidade. Precisamos pensar em políticas de cuidado e inclusão produtiva dos idosos”, afirma.
Hoje, o valor médio de um benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é de R$ 1.770,00, enquanto o custo médio mensal de um plano de saúde individual para pessoas acima de 60 anos ultrapassa R$ 1.200,00, segundo levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa disparidade reforça a dificuldade de manter uma vida digna após a aposentadoria, principalmente entre as classes C e D.


