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Inscrições do Prouni 2026 começam com recorde de bolsas em todo o país

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Começou nesta segunda-feira, 26 de janeiro, o período de inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao primeiro semestre de 2026. Os interessados têm até 29 de janeiro para se inscrever gratuitamente por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, plataforma oficial utilizada pelo governo federal para o ingresso em universidades e faculdades.

Prouni abre inscrições para bolsas de estudo
Nesta edição, o programa atinge o maior volume já registrado desde sua criação, em 2004, com 594.519 bolsas de estudo | Foto: Reprodução / Canva

O número amplia significativamente as oportunidades de acesso ao ensino superior para estudantes de baixa renda. Desse total, 274.819 bolsas cobrem integralmente as mensalidades, enquanto 319.700 garantem desconto de 50%, reduzindo de forma relevante o custo da graduação.

Oferta amplia acesso em diferentes formatos de ensino

As bolsas estão distribuídas entre diversas modalidades e tipos de cursos, refletindo a expansão do ensino superior privado nos últimos anos. A maior parte das vagas é destinada a cursos à distância (EaD), que somam 393.119 oportunidades. Outras 16.408 bolsas atendem à modalidade semipresencial, enquanto o restante contempla cursos presenciais.

A maioria das ofertas está nos bacharelados, que prepara profissionais para o mercado de trabalho e reúnem 328.175 bolsas. Os cursos tecnológicos aparecem em seguida, com 253.597 vagas, voltadas a formações mais curtas e focadas no mercado de trabalho. Já as licenciaturas, responsáveis pela formação de professores, somam 12.747 bolsas nesta edição. Entre as graduações com maior número de oportunidades, administração lidera a lista, seguida por ciências contábeis.

Requisitos básicos para participar do processo seletivo

Para concorrer a uma bolsa do Prouni em 2026, é necessário ter concluído o ensino médio e ter participado de pelo menos uma das duas edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizadas em 2024 ou 2025. O candidato deve ter alcançado nota mínima de 450 pontos na média das provas e não pode ter obtido nota zero na redação.

Quem realizou o Enem apenas como treineiro, antes de finalizar o ensino médio, não está apto a participar do processo seletivo. Para quem fez o exame em mais de um ano, o sistema considera automaticamente a melhor média, aumentando as chances de classificação.

Histórico escolar influencia a disputa pelas bolsas

O perfil educacional do candidato é um dos critérios utilizados pelo programa. Podem se inscrever estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escola pública ou em instituição privada na condição de bolsista integral. Também são aceitos aqueles que dividiram a formação entre a rede pública e a privada, desde que tenham sido bolsistas integrais ou parciais em algum momento.

Pessoas com deficiência podem concorrer às vagas reservadas, conforme a legislação vigente. Professores da rede pública de ensino também podem participar, exclusivamente para cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação de docentes da educação básica.

Limites de renda variam conforme o tipo de bolsa

A renda familiar continua sendo um dos principais critérios do Prouni. Para as bolsas integrais, o valor mensal por pessoa da família não pode ultrapassar 1,5 salário mínimo (o equivalente a R$ 2.253, considerando o teto atual). Já para as bolsas parciais, o limite sobe para até 3 salários mínimos (R$ 4.506 por pessoa).

Esses limites não se aplicam aos professores da rede pública que disputam vagas nas áreas de licenciatura e pedagogia, o que busca estimular a formação de novos profissionais para a educação básica.

Durante a inscrição, o candidato deve escolher se irá se inscrever pela ampla concorrência ou pelas vagas de ações afirmativas, destinadas a pessoas com deficiência e estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.

Como funciona a classificação no Prouni?

A seleção considera a nota do Enem, o curso escolhido, o turno, a instituição e a modalidade de concorrência indicada no momento da inscrição. Dentro de cada grupo, os candidatos são ordenados da maior para a menor pontuação.

Existe ainda uma ordem de prioridade prevista no edital. Professores da rede pública inscritos em cursos de formação docente aparecem no topo da lista, quando houver candidatos nessa condição. Na sequência, são classificados estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública, seguidos por aqueles que dividiram os estudos entre escolas públicas e privadas, com diferentes tipos de bolsa.

Divulgação dos resultados e etapas seguintes

O resultado da primeira chamada será divulgado em 3 de fevereiro, diretamente no portal do programa. A segunda chamada está prevista para 2 de março. Quem não for selecionado nessas etapas poderá disputar uma vaga por meio da lista de espera.

Para isso, será necessário manifestar interesse nos dias 25 e 26 de março. A lista estará disponível para consulta em 31 de março, tanto para as instituições de ensino quanto para os candidatos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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