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Número de jovens que não estudam nem trabalham cai ao menor nível em anos, aponta IBGE

Mulheres ainda enfrentam mais dificuldades

Apesar da melhora geral, os dados revelam diferenças importantes entre homens e mulheres. Entre as jovens de 15 a 29 anos, 22,8% não trabalhavam, não estudavam e nem faziam cursos de qualificação em 2025. Entre os homens da mesma idade, o percentual foi de 12,4%.

Embora a situação das mulheres também tenha melhorado nos últimos anos, a distância continua significativa. Em 2019, 28,5% das jovens estavam nessa condição. O índice caiu 5,7 pontos percentuais desde então. Na comparação com 2024, cerca de 350 mil mulheres deixaram esse grupo, uma redução de 6,3%.

O levantamento também mostra que elas continuam mais presentes entre aqueles que apenas estudam ou fazem cursos de qualificação. Esse grupo representa 27% das mulheres jovens, contra 23% dos homens.

Já entre aqueles que apenas trabalham, a situação se inverte: 48,7% dos homens estão nessa condição, enquanto entre as mulheres o percentual é de 32,7%.

Diferenças também aparecem entre grupos raciais

O levantamento aponta que os jovens pretos e pardos continuam enfrentando mais dificuldades para acessar trabalho e educação simultaneamente. Em 2025, 19,8% dos jovens pretos ou pardos não estudavam, não trabalhavam e nem frequentavam cursos de qualificação. Entre os jovens brancos, o percentual foi de 14%. Apesar da diferença, houve avanço nos dois grupos. Entre os pretos e pardos, a taxa caiu de 25,7% em 2019 para 19,8% em 2025.

Outro dado mostra que 19,7% dos jovens brancos conseguem conciliar trabalho e estudo, enquanto entre pretos e pardos essa proporção é de 14,7%.

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