Mais trabalhadores continuam estudando após a faculdade
A procura por formação não termina necessariamente com a conclusão da graduação. Entre 2019 e 2025, o número de trabalhadores que já tinham concluído o ensino superior, mas continuavam estudando, aumentou 66%, passando de 2,5 milhões para 4,1 milhões. Esse grupo representa atualmente 16,3% da força de trabalho com diploma universitário. Em 2019, a proporção era de 13,3%.
Os dados também mostram uma diferença de renda entre quem trabalha e estuda e quem apenas trabalha. Entre os profissionais de 25 a 29 anos, aqueles que conciliam emprego e estudo recebem, em média, 15% a mais do que os trabalhadores que não estudam. A diferença aumenta nas faixas etárias seguintes. Entre 40 e 49 anos, chega a 28%, enquanto entre trabalhadores com 50 anos ou mais alcança 41%.
Nessa última faixa, os trabalhadores que continuam estudando recebem, em média, R$ 5.193 por mês, enquanto aqueles que pararam de estudar têm renda média de R$ 3.692.
A análise aponta, portanto, para uma presença cada vez maior de trabalhadores que continuam buscando formação ao longo da vida profissional. O movimento envolve desde pessoas que ainda estão na graduação até profissionais já formados que procuram cursos de qualificação e novas habilidades.


