O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atingiu em 2025 os maiores resultados da série histórica em todas as etapas avaliadas. O indicador avançou nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e também no ensino médio, tanto quando são consideradas as redes pública e privada quanto no recorte apenas da rede pública.
Entre 2023 e 2025, a nota dos anos iniciais do ensino fundamental, que vão do 1º ao 5º ano, passou de 6 para 6,3 considerando as redes pública e privada. Nos anos finais, do 6º ao 9º ano, o índice subiu de 5 para 5,3. Já no ensino médio, a pontuação aumentou de 4,3 para 4,5.

A nota dos anos iniciais passou de 5,7 para 6,1. Nos anos finais, avançou de 4,7 para 5. No ensino médio, subiu de 4,1 para 4,3.
Os dados de 2025 foram divulgados nesta quarta-feira, cinco de agosto, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Ideb considera o desempenho dos estudantes e as taxas de aprovação nas diferentes etapas de ensino.
Desempenho em português e matemática também melhora
A evolução do Ideb veio acompanhada de melhora nas notas dos estudantes da rede pública nas avaliações de língua portuguesa e matemática. No 5º ano do ensino fundamental, por exemplo, a média em português passou de 207,6 pontos em 2023 para 215,1 em 2025, em uma escala de 0 a 500. Em matemática, o resultado subiu de 218,3 para 227,4.
Entre os alunos do 9º ano, a média de língua portuguesa aumentou de 252,9 para 256,6 pontos. Em matemática, passou de 249,9 para 255,3. No 3º ano do ensino médio, o desempenho em português avançou de 269,1 para 272,3 pontos. Em matemática, a média passou de 263,9 para 268.
Considerando toda a rede estadual, que inclui o ensino médio tradicional e o ensino médio integrado à educação profissional e tecnológica, a média do 3º ano em língua portuguesa passou de 271,7 para 275,8 pontos. Em matemática, subiu de 267,3 para 271,4.
Estados avançam e menos municípios ficam abaixo de 4,9
O avanço também apareceu na maior parte dos estados brasileiros. Nos anos iniciais do ensino fundamental, todas as unidades da Federação tiveram resultados superiores aos de 2023. Nos anos finais, 24 estados apresentaram crescimento, dois ficaram estáveis e um teve queda.
No ensino médio, 23 estados aumentaram o Ideb, três mantiveram o mesmo resultado de 2023 e um registrou queda.
Outro destaque está no número de municípios com Ideb abaixo de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2025, eram 442 cidades nessa situação, contra 1.097 em 2023. Em 2005, quando começou a série histórica do indicador, eram 4.110 municípios.
O MEC anunciou que fará um acompanhamento mais próximo dessas 442 cidades e oferecerá assistência técnica com foco nos processos de aprendizagem e no acompanhamento das ações adotadas pelas redes de ensino.
Os resultados de 2025 abrangem uma parcela ampla da educação básica brasileira. Nos anos iniciais, o Ideb representa 14,5 milhões de matrículas em 101 mil escolas. Nos anos finais, são 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. No ensino médio, o índice corresponde a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Já o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que fornece parte dos dados usados para analisar o desempenho dos estudantes, avaliou 5,9 milhões de alunos em 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o país.
Para outubro, o MEC prevê divulgar o plano de ação e as metas que estão sendo elaborados para atender às demandas do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Segundo a pasta, as medidas terão foco na aprendizagem e, principalmente, na equidade.


