2. Promoção do multilateralismo
A presidência brasileira se concentrará em reforçar a importância do multilateralismo, ou seja, a cooperação entre vários países em questões globais. Em um contexto de crescente nacionalismo e protecionismo, o Brasil defenderá a ideia de que os grandes desafios do mundo, como as mudanças climáticas e a segurança global, só podem ser enfrentados de forma eficaz por meio da colaboração entre diversas nações. O Brasil pretende utilizar o Brics como plataforma para fortalecer essa abordagem, promovendo diálogos e parcerias mais amplas.
3. Combate à fome e à pobreza
O Brasil dará grande ênfase às questões sociais durante sua presidência, com foco no combate à fome e à pobreza em várias regiões do mundo, especialmente nos países em desenvolvimento. O país propõe a implementação de políticas mais eficazes para garantir o acesso à alimentação e a melhoria das condições de vida das populações mais vulneráveis. Isso inclui promover a segurança alimentar e incentivar a colaboração entre os países do Brics para garantir recursos para esses programas.
4. Redução da desigualdade
A redução das desigualdades, tanto dentro dos países quanto entre eles, será uma das prioridades do Brasil na presidência do Brics. A ideia é trabalhar para a diminuição das disparidades socioeconômicas e de acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Além disso, o Brasil buscará fortalecer as políticas de inclusão social e promoção da igualdade de gênero e racial, tanto dentro do bloco quanto em nível global.
5. Promoção do desenvolvimento sustentável
A sustentabilidade será um dos temas centrais da presidência brasileira, com o Brasil defendendo um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente, seja socialmente inclusivo e economicamente viável. A presidência do Brics buscará integrar mais ações de preservação ambiental e combate à degradação ecológica nas agendas nacionais dos países membros, ao mesmo tempo em que promoverá investimentos em tecnologias limpas, energias renováveis e economia verde, fundamentais para enfrentar a crise climática global.
6. Adiamento da presidência do Brics devido à presidência do G20
Originalmente, o Brasil deveria ter assumido a presidência do Brics em 2024, mas o país optou por adiar esse compromisso para 2025, devido à sua presidência simultânea do G20. Como resultado, a Rússia assumiu a liderança do bloco em 2024. O adiamento permitiu ao Brasil concentrar esforços na coordenação das questões econômicas globais dentro do G20, um fórum que reúne as 20 maiores economias do mundo, antes de assumir novamente o comando do Brics.
Entrada de países parceiros no Brics
A cúpula deste ano, que ocorreu em Kazan na Rússia dos dias 22 a 24 de outubro, teve como principal tema a criação da categoria de “países parceiros” do Brics. Atualmente, o bloco é composto apenas por membros efetivos, mas, seguindo o modelo de outros organismos multilaterais como o Mercosul, a proposta é ampliar essa estrutura.
Há cerca de 30 países candidatos à categoria de “parceiros”, incluindo Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argélia, Nigéria e Turquia. Inicialmente, os países do Brics definirão os critérios para determinar quais países poderão ser considerados “parceiros”, e, em um segundo momento, serão escolhidos os países que atendem a esses critérios.
Leia também: BRICS: China apoia a entrada do Cazaquistão no bloco dos países emergentes


