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Google doa R$ 20 milhões para a Amazônia

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Com a Amazônia no foco das discussões sobre o clima e sustentabilidade, o Google anuncia um investimento importante de olho na COP30, que será em Belém no próximo ano. A empresa vai destinar R$ 20 milhões (US$ 4 milhões) para projetos sustentáveis na América Latina. O objetivo é reduzir as emissões de gases poluentes e proteger a floresta Amazônica.

Doação do Google de R$ 20 milhões para projetos de sustentabilidade na Amazônia.
O Google investe R$ 20 milhões na Amazônia, apoiando projetos de sustentabilidade e tecnologia para reduzir emissões e combater o desmatamento |Foto: Reprodução/Freepik

Esse é o maior investimento do Google na região. Os recursos serão usados para criar Soluções Baseadas na Natureza (SbN), que usam processos naturais para enfrentar problemas ambientais.

No Brasil, o dinheiro será gerido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS). Em 2025, o instituto vai abrir um edital para escolher projetos que usem inteligência artificial e outras tecnologias para diminuir emissões de carbono. As iniciativas também devem tornar mais sustentáveis setores como agropecuária, energia e transporte.

O iCS planeja criar um relatório chamado “NetZero Brazil”, inspirado no “NetZero America”. Ele vai acompanhar as metas do Acordo de Paris no Brasil e ajudar a combater o desmatamento e as emissões na Amazônia.

Maria Netto, diretora do iCS, disse que novas tecnologias podem acelerar a proteção da natureza e fortalecer a luta contra as mudanças climáticas. Fabio Coelho, presidente do Google Brasil, destacou o papel da tecnologia e da inteligência artificial nesse desafio. Segundo ele, o apoio ao iCS é essencial para proteger a Amazônia e garantir um futuro sustentável para o Brasil.

Veja outras iniciativas que buscam o desenvolvimento sustentável da Amazônia:

MMA e BNDES abrem editais para restauração da Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente e Clima (MMA) e o BNDES lançaram editais do programa “Restaura Amazônia”, com investimento inicial de R$ 100 milhões, dividido entre o Fundo Amazônia e a Petrobras. O objetivo é recuperar a vegetação nativa da Amazônia Legal, parte do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, que visa restaurar 12 milhões de hectares até 2030.

As ações se concentram no “Arco da Restauração”, abrangendo estados como Pará, Mato Grosso e Rondônia. Os projetos devem priorizar unidades de conservação, terras indígenas e áreas de comunidades tradicionais, com execução prevista em até quatro anos.

A iniciativa combina ganhos ambientais com geração de emprego e renda, promovendo um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Propostas podem ser enviadas até 7 de fevereiro de 2025.

Biden anuncia US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia

Em visita histórica a Manaus, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou mais US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia, somando US$ 100 milhões desde 2023. O aporte visa preservar a floresta, combater o desmatamento e promover a biodiversidade, alinhado à agenda climática de Biden.

Durante a visita, Biden lançou a Coalizão Brasil de Financiamento da Restauração e Bioeconomia, que busca mobilizar US$ 10 bilhões até 2030, e reforçou o compromisso de destinar US$ 500 milhões para comunidades indígenas e projetos locais. Ele sobrevoou a Amazônia e reuniu-se com lideranças indígenas, destacando a colaboração internacional como essencial no combate à crise climática.

Marcio Astrini, do Observatório do Clima, celebrou os recursos e o impacto das políticas brasileiras na redução de 45% do desmatamento. A parceria entre EUA e Brasil fortalece esforços globais por um desenvolvimento sustentável que proteja a Amazônia e ofereça alternativas econômicas às comunidades locais.

O que é o Fundo Amazônia?

O Fundo Amazônia foi criado pelo Brasil durante a 12ª Conferência Mundial do Clima (COP 12), em 2006, no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Seu objetivo principal é atrair contribuições voluntárias de outros países para combater as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo desmatamento, além de promover a conservação ambiental e o desenvolvimento de uma economia sustentável na Amazônia.

O programa é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e tem como meta financiar ações que protejam a floresta e incentivem práticas sustentáveis na região. Até hoje, mais de 207 mil pessoas foram diretamente beneficiadas pelo Fundo, com a participação de 384 instituições.

Leia também: Mercado de carbono no Brasil: desafios e perspectivas

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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