Ecologia e finanças no futuro
É possível haver certa estranheza quando o assunto é finanças e natureza; parece até que os dois, na mesma frase, não combinam. Mas o fato é que, para manter e preservar o meio ambiente, precisamos falar de dinheiro e de como a falta dele prejudica a expansão e a evolução das novas gerações.
A tecnologia é uma realidade, e a bioeconomia faz parte do legado para as próximas gerações.
A coletividade é parte do processo mercadológico entre os indígenas, que trazem o conhecimento advindo de elementos naturais na produção de artesanatos e no cultivo de alimentos. A agropecuária voltada ao ritmo da natureza é uma das características dos povos indígenas, que hoje ocupam também espaço na Feira do Livro com títulos que representam a conexão entre os ensinamentos dos antepassados e a construção da evolução para o futuro, com obras que deixam registrado toda uma história, como o livro Na companhia de Dona Fartura, uma história sobre cultura alimentar quilombola, que mostra como os saberes ancestrais estão sendo reverenciados pelas gerações seguintes.
De acordo com o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,7 milhão de pessoas se autodeclaram indígenas no Brasil, e mais de 51% vivem na Amazônia Legal. Essas pessoas têm uma cultura rica em fomentar práticas de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e na arte da manualidade. Valorizar esses saberes e expandir esses conhecimentos é um trabalho que precisamos perpetuar coletivamente.


