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Eventos climáticos extremos afetam 95% das maiores cidades do mundo, revela estudo

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Os eventos climáticos têm se tornado um problema cada vez mais grave para as grandes cidades do mundo ao longo dos últimos anos. Um dos fenômenos que mais preocupam os especialistas é o chamado “efeito chicote” (ou “climate whiplash”, em inglês).

Esse efeito acontece quando uma região passa por períodos de seca extrema e, logo depois, enfrenta chuvas muito intensas. Essas mudanças bruscas no clima estão se tornando cada vez mais frequentes e afetam diretamente a vida das pessoas.

Um estudo publicado nesta quarta-feira, 12 de março, analisou as 112 maiores cidades do mundo e revelou que 95% delas já estão enfrentando esse problema. Entre as cidades mais afetadas, estão Lucknow (Índia), Madrid (Espanha) e Riyadh (Arábia Saudita). No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro também são citadas como cidades vulneráveis a essas mudanças climáticas.

Impacto dos eventos climáticos extremos nas grandes cidades
O principal motivo para o aumento desses eventos climáticos extremos é o aquecimento global, impulsionado pela emissão de gases do efeito estufa |Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Os impactos desse fenômeno são graves. Com secas prolongadas, os reservatórios de água secam, dificultando o abastecimento para a população. Quando as chuvas intensas chegam, muitas vezes o solo já está tão seco que não consegue absorver a água, o que causa inundações. Isso gera prejuízos para a infraestrutura da cidade, danifica estradas, prédios e casas, além de colocar a vida das pessoas em risco.

As populações mais pobres são as que mais sofrem com essas mudanças, pois muitas delas vivem em áreas vulneráveis, com pouca infraestrutura para lidar com eventos climáticos extremos. Um exemplo são cidades como Karachi, no Paquistão, e Cartum, no Sudão, onde a falta de um bom sistema de abastecimento de água torna a situação ainda mais crítica. Segundo o estudo, 90% das catástrofes climáticas no mundo estão relacionadas ao excesso ou à falta de água.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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