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BlackRock, conhecida por ativismo ESG, encerra suas metas de diversidade

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A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, anunciou o fim de suas metas internas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). A decisão vem na esteira das mudanças promovidas pelo novo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que desmantelou políticas de incentivo à diversidade nas empresas.

Com US$ 11,6 trilhões sob gestão e cerca de 21 mil funcionários, a BlackRock decidiu encerrar os objetivos que visavam aumentar a representação de grupos minoritários na força de trabalho. Além disso, os gestores de contratação da companhia não serão mais obrigados a entrevistar candidatos com base em listas que priorizavam diversidade.

BlackRock encerra metas de diversidade
Essas mudanças refletem a adaptação das empresas a um ambiente político mais resistente à diversidade e identidade de gênero |Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Segundo comunicado assinado pelo CEO Larry Fink, pelo presidente Rob Kapito e pela chefe global de recursos humanos, Caroline Heller, a empresa está respondendo a mudanças “significativas no ambiente jurídico e político dos EUA relacionadas à DEI”. Como parte do novo direcionamento, as equipes antes dedicadas exclusivamente a diversidade e à gestão de talentos serão unificadas sob a nova estrutura “Talento e Cultura”.

Em 2020, a BlackRock havia estabelecido metas ambiciosas: aumentar em 30% a presença de funcionários negros e latinos e dobrar o número de líderes desses grupos até 2024. Mas, agora, a gestora afirmou que não renovará esses compromissos.

O movimento segue uma tendência entre as gigantes de Wall Street. Goldman Sachs e Citigroup, por exemplo, também vêm revisando ou reduzindo seus programas de diversidade, especialmente empresas com contratos federais, que passaram a enfrentar novas restrições legais.

Até pouco tempo, a BlackRock era alvo frequente de críticas por parte de políticos conservadores, que acusavam a gestora de adotar uma agenda “woke” por apoiar iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança). A pressão política e a retirada de bilhões de dólares por parte de alguns estados americanos levaram a empresa a se afastar dessa pauta, chegando até a abandonar o termo ESG em suas comunicações.

Em seu relatório anual de 2023, a BlackRock chegou a destacar a importância da diversidade como uma prioridade estratégica. No entanto, o documento de 2024 já não trouxe menções à DEI nem às metas de diversidade no conselho de administração.

Apesar das mudanças, a BlackRock afirma que continua comprometida com a criação de uma cultura que valorize diferentes perspectivas para fomentar soluções criativas e evitar a uniformidade de pensamento.

A empresa também tem concentrado sua comunicação recente na importância de seus produtos de aposentadoria, deixando de lado a ênfase em investimentos sustentáveis que antes marcavam sua estratégia de mercado.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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