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Acionistas da Apple votam para manter políticas de diversidade da empresa

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Os acionistas da Apple votaram nesta terça-feira, 25 de fevereiro, para manter as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da empresa. Isso foi uma vitória para a administração da Apple, que rejeitou a tentativa de um grupo conservador de acabar com o programa.

A votação aconteceu na reunião anual da fabricante do iPhone e mostrou o que os acionistas pensam sobre a importância das iniciativas DEI. Muitas empresas começaram ou fortaleceram essas políticas depois de 2020, especialmente com o movimento Black Lives Matter.

Acionistas da Apple votam a favor da manutenção das políticas de diversidade
A empresa contestou a decisão dos acionistas e alega ter mecanismos para evitar problemas legais |Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Nos últimos anos, grupos conservadores têm pressionado grandes empresas dos EUA, como Meta e Google, a deixarem de lado essas iniciativas, ainda mais com a volta de Donald Trump à presidência. Trump já criticou esses programas, dizendo que são discriminatórios, e sugeriu que o Departamento de Justiça dos EUA poderia investigar se eles violam alguma lei.

O National Center for Public Policy Research, um grupo conservador que defende menos intervenção do governo e mais liberdade para empresas, propôs na reunião dos acionistas da Apple que a empresa parasse com seus esforços DEI. Mas a proposta foi rejeitada por uma grande diferença de votos: 210,45 milhões a favor e 8,84 bilhões contra.

Os apoiadores da proposta disseram que mudanças recentes nas leis poderiam levar a processos por discriminação se a Apple continuasse com essas políticas. A empresa respondeu que tem mecanismos para evitar problemas legais e que a proposta seria uma interferência desnecessária na gestão da companhia.

Embora a Apple compartilhe informações sobre a diversidade de seus funcionários, a empresa não estabelece metas ou cotas. Seus esforços incluem iniciativas como um programa de justiça racial que apoia universidades historicamente negras nos EUA. Fora do país, a Apple investe em projetos de inclusão, como aulas de programação para comunidades indígenas no México e parcerias com grupos aborígenes na Austrália para reformar a justiça criminal.

No passado, acionistas da Apple já rejeitaram propostas para divulgar mais detalhes sobre desigualdades salariais entre diferentes raças e gêneros. Na reunião de terça-feira, o CEO da Apple, Tim Cook, disse que a força da empresa vem da diversidade de talentos e do trabalho em equipe entre pessoas com diferentes histórias e pontos de vista.

No entanto, Cook reconheceu que, se as leis mudarem, a empresa pode precisar fazer ajustes para continuar dentro das regras, mas garantiu que seu compromisso com respeito e dignidade para todos não mudará.

O mesmo grupo conservador que pressionou a Apple também tentou convencer a Costco Wholesale a revisar os riscos de suas iniciativas DEI. Mas, em uma reunião em janeiro, os acionistas da empresa rejeitaram a proposta por ampla maioria.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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