Elas já foram o centro das atenções na sala de estar. Durante décadas, as TVs de tubo foram sinônimo de modernidade e entretenimento. Mas com a chegada das telas planas, smart TVs e serviços de streaming, esses aparelhos foram perdendo espaço. Se você tem uma TV de tubo parada em casa, saiba que ela pode ter mais valor do que imagina — e descartá-la no lixo comum nunca é a melhor opção.
As televisões antigas, também conhecidas como CRTs (sigla em inglês para “cathode ray tube”, ou tubo de raios catódicos), não devem ser descartadas no lixo doméstico por um motivo simples: elas são compostas por materiais perigosos, como chumbo, mercúrio, fósforo e outros metais pesados que podem causar sérios danos ao meio ambiente e à saúde pública.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, divulgada pelo Metrópoles, cerca de 6,8 milhões de domicílios brasileiros ainda utilizam televisores de tubo — mesmo com uma queda significativa em relação aos 8,7 milhões registrados em 2022, e representando hoje 7,2% dos lares. A presença desses aparelhos é mais forte nas regiões Norte e Nordeste, onde a modernização chega mais lentamente, enquanto a preferência por telas finas segue crescendo nacionalmente, com 68,5 milhões de lares (ou 90,8%) já adotando televisores mais modernos
Além disso, o vidro da tela é espesso e possui chumbo em sua composição, o que impede a liberação da radiação interna. Jogar esse tipo de equipamento no lixo comum pode resultar na contaminação do solo e da água, afetando a cadeia alimentar e trazendo prejuízos a longo prazo.
Além disso, o vidro da tela é espesso e possui chumbo em sua composição, o que impede a liberação da radiação interna. Jogar esse tipo de equipamento no lixo comum pode resultar na contaminação do solo e da água, afetando a cadeia alimentar e trazendo prejuízos a longo prazo.


