Com pouco mais de dois meses para a realização da COP 30 no Brasil, problemas que não estão diretamente ligados às negociações climáticas têm ganhado espaço nas discussões. Além da polêmica sobre os altos preços das hospedagens em Belém, outro desafio se tornou evidente: a falta de profissionais para funções essenciais na organização do evento.

A edição de 2025 da COP 30 será realizada em Belém, no Pará, e deve reunir chefes de Estado, diplomatas, cientistas, representantes de ONGs (Organizações Não Governamentais) e lideranças indígenas, além de milhares de participantes de diferentes países. Um evento dessa magnitude exige grande estrutura, mão de obra qualificada e logística detalhada.
Mas Belém enfrenta uma limitação concreta: não há trabalhadores suficientes para atender à demanda. A solução encontrada até agora tem sido “importar” profissionais de outras cidades, em especial de São Luís, capital do Maranhão, que é a metrópole mais próxima com disponibilidade de mão de obra. Entre os profissionais deslocados estão motoristas, operadores de som, técnicos de iluminação, pintores, recepcionistas bilíngues e funcionários especializados na produção de eventos.
Além disso, tradutores simultâneos, editores de áudio e vídeo e parte das equipes de transmissão online devem atuar de forma remota, conectados à distância. Esse formato, apesar de resolver a escassez local, traz novos desafios, como a garantia de internet estável e equipamentos compatíveis durante todas as atividades.


