Financiamento climático domina negociações paralelas
O tema do financiamento para a transição energética também esteve entre os mais comentados da semana. O Acordo de Paris previa que os países desenvolvidos deveriam aportar US$ 100 bilhões por ano para ações de mitigação e adaptação climática nos países em desenvolvimento. Em valores convertidos hoje, o montante equivale a aproximadamente R$ 576 bilhões por ano, considerando dólar a R$ 5,76.
Esse compromisso, no entanto, nunca foi integralmente cumprido. Na COP29, realizada no Azerbaijão, iniciou-se a discussão sobre o volume real necessário, chegando à estimativa de US$ 1,3 trilhão anuais (cerca de R$ 7,48 trilhões) para atender às demandas globais. A conferência terminou com compromisso de apenas US$ 300 bilhões (aproximadamente R$ 1,72 trilhão) e a incumbência para que Azerbaijão e Brasil apresentassem um mapa para atingir os 1,3 trilhões.
O relatório “De Baku a Belém”, produzido pelos dois países, reuniu alternativas, mas o tema continua no bloco dos quatro itens cuja inclusão na agenda ainda não foi definida.


