A COP30, realizada em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro, consolidou a Amazônia como ponto central das discussões climáticas internacionais e reposicionou o Brasil como liderança estratégica na agenda ambiental.

O encontro trouxe novos consensos e reforçou metas para redução das desigualdades, proteção da biodiversidade, adaptação climática e fortalecimento das comunidades tradicionais. Essas prioridades influenciam diretamente os novos editais e chamamentos lançados por governos, bancos públicos, instituições de pesquisa e fundos internacionais, que hoje buscam projetos alinhados a esses compromissos globais.
Nesse cenário, as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) ganham espaço como agentes essenciais para transformar diretrizes internacionais em resultados concretos no território. São elas que atuam diariamente com as comunidades mais vulneráveis, mobilizam lideranças locais, executam projetos com agilidade e constroem pontes entre população, governos e pesquisadores.
O avanço do Terceiro Setor também se relaciona ao papel de controle social e transparência que essas instituições exercem. Em um momento de expansão dos investimentos climáticos, monitorar o uso dos recursos, garantir participação comunitária e assegurar impacto real são tarefas que dependem fortemente do trabalho dessas organizações.
Com o aumento expressivo de editais e fontes de financiamento, as OSCs tornam-se protagonistas das soluções climáticas, mas, para aproveitar plenamente as novas oportunidades, precisam estar preparadas: fortalecer governança e transparência, qualificar equipes, manter documentos atualizados e adotar sistemas de monitoramento consistentes de editais, além de elaborar projetos robustos e mais estruturados.


