A tecnologia Aqualuz, que utiliza apenas a radiação solar para tornar a água própria para consumo, já se consolida como um negócio social de impacto unindo ESG (sigla para Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança) e faturamento de R$ 2 milhões.
Uma inovação desenvolvida ainda na adolescência pela baiana Anna Luísa Beserra, que tem ganhado destaque no Brasil e no exterior e oferece uma solução simples, sustentável e de baixo custo para o desafio global de acesso à água potável.
O que começou como um projeto de feira de ciências transformou-se em um caso de sucesso que une ciência de ponta a um modelo de negócio social robusto, capaz de atrair grandes investidores e empresas focadas em sustentabilidade.
Inovação sustentável com alto impacto social
A ideia surgiu quando a jovem tinha apenas 15 anos, motivada pela realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso à água limpa. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas vivem sem abastecimento adequado no país. Diante desse cenário, a jovem desenvolveu o Aqualuz, dispositivo que realiza a desinfecção da água de cisternas utilizando a radiação solar, sem necessidade de energia elétrica ou produtos químicos.

Como o sistema funciona de forma técnica e eficiente:
- Filtragem de sedimentos: A água passa por um filtro que remove impurezas sólidas antes do tratamento.
- Método de desinfecção solar de água: O líquido fica exposto à luz solar dentro de um compartimento com tampa de vidro. Os raios UV (ultravioleta) e o calor eliminam até 99,9% das bactérias e patógenos.
- Indicador químico: O sistema possui um sensor que muda de cor para avisar ao usuário que a água está pronta para o consumo.
- Alta durabilidade: O equipamento tem vida útil de cerca de 20 anos com manutenção mínima, o que o torna uma solução de infraestrutura barata e duradoura para comunidades isoladas.