Um ranking divulgado pela plataforma especializada The World’s 50 Best Beaches, em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos, incluiu 11 praias brasileiras entre as 100 melhores do mundo em 2026.
A seleção foi realizada por um painel com mais de mil especialistas em turismo, jornalistas, influenciadores e profissionais do setor de viagens de diversos países.
A presença expressiva do país na lista reforça a competitividade dos destinos nacionais e amplia a visibilidade internacional de regiões que dependem fortemente da atividade turística para movimentar suas economias.

As 11 praias brasileiras no ranking mundial
Entre os destinos nacionais, a melhor colocada foi a Praia de Atins, nos Lençóis Maranhenses, que alcançou a 7ª posição global. Confira a lista completa:
- Praia de Atins (Lençóis Maranhenses – MA) – 7º lugar
- Baía do Sancho (Fernando de Noronha – PE) – 10º lugar
- Praia de Copacabana (Rio de Janeiro – RJ) – 24º lugar
- Ilha do Amor (PA) – 44º lugar
- Praia do Madeiro (RN) – 46º lugar
- Praia da Engenhoca (CE) – 77º lugar
- Praia do Bonete (Ilhabela – SP) – 78º lugar
- Praia do Rosa (Imbituba – SC) – 79º lugar
- Saco do Mamanguá (Paraty – RJ) – 83º lugar
- Praia de São Miguel dos Milagres (AL) – 85º lugar
- Praia de Taipu de Fora (Maraú – BA) – 92º lugar
Reconhecimento internacional impulsiona o turismo
Rankings globais exercem forte influência sobre a decisão de viagem de turistas estrangeiros. Destinos que ganham visibilidade internacional costumam registrar aumento nas buscas online, reservas de hospedagem, venda de passagens aéreas e investimentos em infraestrutura turística.
O principal motor financeiro está no ticket médio do visitante internacional, que chega a gastar o triplo por dia em comparação ao turista doméstico, injetando moeda forte diretamente na economia local. Em rankings anteriores da mesma plataforma, destinos como Fernando de Noronha e Arraial do Cabo registraram crescimento da exposição internacional e reforçaram suas estratégias de turismo sustentável.
Segundo dados do Ministério do Turismo, o setor é responsável por aproximadamente 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro quando consideradas as atividades direta e indiretamente ligadas ao turismo, além de milhões de empregos distribuídos entre hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento.
Impactos econômicos podem ir além do verão
A presença de 11 praias brasileiras na lista tem potencial para gerar benefícios econômicos relevantes:
- Aumento do fluxo de turistas estrangeiros: O reconhecimento internacional fortalece a imagem do Brasil como destino de natureza e experiências ao ar livre, segmento que segue em expansão no mercado global;
- Maior geração de emprego e renda: O crescimento da demanda turística beneficia hotéis, pós-graduações de serviços, restaurantes, operadoras de turismo, comércio local e serviços de transporte;
- Valorização imobiliária e atração de capital: Regiões turísticas frequentemente registram aumento na procura por imóveis para segunda residência, aluguel de temporada e investimentos em hospedagem;
- Expansão da arrecadação municipal: O aumento da atividade econômica eleva a arrecadação de impostos e contribui para novos investimentos em infraestrutura urbana e turística.
Nordeste lidera presença brasileira
Dos 11 destinos brasileiros selecionados, oito estão localizados no Nordeste. O resultado evidencia a força da região como principal polo de turismo de praia do país.
Estados como Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia aparecem entre os destaques do ranking, consolidando um movimento que já vem sendo observado nos últimos anos com o aumento da procura por destinos de natureza, ecoturismo e turismo de experiência.
Sustentabilidade e métricas ESG serão decisivas
O aumento do fluxo turístico exige planejamento para evitar problemas como superlotação, degradação ambiental e pressão sobre recursos naturais.
Para investidores institucionais e estrangeiros, a manutenção desses destinos no ranking está diretamente atrelada a métricas ESG (Ambiental, Social e Governança). A preservação do ecossistema é o que garante a permanência do valor financeiro do ativo turístico.
Destinos como Fernando de Noronha e os Lençóis Maranhenses já adotam políticas de controle de visitantes e preservação ambiental para equilibrar crescimento econômico e conservação dos ecossistemas.
Mais do que uma conquista simbólica, o ranking reforça o potencial do litoral brasileiro como ativo econômico estratégico, capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento regional sustentável.