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Entenda por que os temores de recessão nos EUA derrubaram as bolsas globais

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Análise de especialistas sobre a queda das bolsas

A economista Paloma Lavor Lopes explica que a situação tem diversos motivos, mas o principal é a chance de recessão nos EUA. “O principal é a grande chance de recessão nos EUA e para combinar temos alta de juros no Japão e aumento de tensões políticas no Oriente Médio. Pensa em um dia tenebroso, foi hoje”, afirmou a assessora de investimentos da Valor Investimentos.

1. Resultado do payroll nos EUA e cortes agressivos do FED

O relatório do Payroll dos EUA foi mais fraco do que o esperado. Além disso, há rumores de que o Federal Reserve (FED) considera cortes extremamente agressivos nas taxas de juros, que pode chegar até uma reunião extraordinária. Essas notícias levaram os investidores a buscar ativos seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA (treasuries), gera uma queda acentuada do dólar em todo o mundo.

2. Recessão nos EUA e tensões políticas globais

O cenário econômico dos EUA passa por uma grande ameaça de recessão. Para piorar, temos a alta das taxas de juros no Japão e o aumento das tensões políticas no Oriente Médio. Esses fatores combinados criaram um ambiente de incerteza e nervosismo nos mercados financeiros, resulta em quedas generalizadas.

3. Bolha das Big Techs e resultados desapontadores

As gigantes tecnológicas também estão sob pressão. A Nvidia (NVDC34) enfrenta atrasos na entrega de chips de inteligência artificial (IA) por mais de três meses. Além disso, os balanços do primeiro trimestre de 2024 da Amazon (AMZO34), Intel (ITLC34), Alphabet (GOGL34) e Tesla (TSLA34) ficaram aquém das expectativas em termos de lucro. Essa decepção nos resultados das grandes empresas sugere que as menores também podem enfrentar dificuldades, o que aumenta a probabilidade de uma recessão nos EUA.

“Quando a bolsa abriu hoje já sabíamos que teríamos uma queda, só não sabíamos do quanto. Atualmente o mercado financeiro responde rapidamente a movimentos externos e a segunda-feira sangrenta aconteceu. Agora precisamos aguardar posicionamento do FED e que o mercado se autoajuste em termos de expectativas. Para quem tinha dinheiro sobrando, aproveitou a queda e comprou bem, mas, recomendo carregar um pouco a posição, pois ainda não tem nada definido no mercado”, finaliza Paloma.

*O Super Finanças acompanha os desdobramentos dessa reação e as medidas que os bancos centrais e governos adotarão para mitigar os impactos econômicos.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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