IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Brasil fica mais competitivo com reforma tributária e autonomia do Banco Central

Por

·

Entenda o que é a autonomia do Banco Central

Outra pauta relevante em tramitação no Congresso é a proposta de emenda constitucional (PEC) que visa garantir a autonomia do Banco Central. A medida, sancionada em lei em 2021, busca constitucionalizar a independência operacional e orçamentária do BC, permitindo que a instituição defina seu próprio orçamento a partir de suas receitas, sem depender de definições do governo federal.

A autonomia do BC é vista como uma medida importante para modernizar o sistema financeiro brasileiro e proporcionar maior estabilidade econômica. Paulo Gala destaca que a independência do BC é essencial para o combate à inflação e a manutenção de taxas de juros em níveis adequados, o que contribui para a confiança do mercado e a atração de investidores.

Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, acrescenta que a autonomia do BC alinha o Brasil com as melhores práticas internacionais, reforçando a institucionalização da economia brasileira. A previsibilidade e a transparência proporcionadas pela autonomia do BC são vistas como fatores-chave para a atração de investimentos estrangeiros de longo prazo.

Compensação à Desoneração da folha de pagamentos e desafios fiscais

Apesar dos avanços nas reformas tributária e do BC, o Brasil ainda enfrenta desafios fiscais significativos. Um dos principais pontos de debate é a compensação à desoneração da folha de pagamentos. A medida, prorrogada pelo Congresso até 2027, beneficia 17 setores da economia, mas representa um custo fiscal elevado, estimado em R$ 17 bilhões a R$ 18 bilhões para 2024.

O governo tem buscado alternativas para compensar esse impacto, como o aumento da alíquota dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) e a repatriação de ativos no exterior. No entanto, a viabilidade dessas medidas ainda é incerta, e economistas alertam para o risco de que o déficit fiscal se agrave nos próximos anos.

Renegociação da dívida dos Estados

A renegociação da dívida dos estados é outro desafio que o governo enfrenta. Aprovado pelo Senado, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) pretende revisar os mais de R$ 740 bilhões em dívidas estaduais. No entanto, a implementação desse programa pode ser delicado no quesito de aumentar ainda mais as pressões fiscais.

Com a implementação dessas reformas, o Brasil tem a oportunidade de se aproximar dos padrões internacionais e atrair mais investimentos, impulsionando o crescimento econômico e a produtividade. Contudo, para alcançar esse objetivo, será necessário um esforço contínuo para superar as incertezas fiscais e criar um ambiente de negócios mais estável e previsível.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade
Publicidade