O papel do cenário externo
Além dos fatores domésticos, o Copom também avaliou a situação externa, principalmente os desafios apresentados pela política monetária dos Estados Unidos. Com o cenário internacional marcado por incertezas, o Banco Central brasileiro aponta que a sincronia entre as políticas monetárias dos países está menor, o que exige cautela especial dos países emergentes como o Brasil.
Embora o documento não mencione diretamente o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ele destaca que o programa econômico do republicano pode gerar incertezas, como possíveis estímulos fiscais e mudanças nas tarifas de importação.
Esse cenário incerto nos EUA afeta o ritmo de desinflação e desaceleração da economia global, impactando a postura do Federal Reserve (Fed). Para o Brasil, isso significa um ambiente internacional mais volátil, que exige uma política monetária interna firme para proteger a economia dos choques externos e mitigar os riscos.


