Oportunidade para o Brasil liderar no Mercosul
Segundo Pimentel, o Brasil já atende 86% da demanda europeia de carne bovina dentro do Mercosul e deve manter essa posição de liderança com a entrada em vigor do tratado.
“O Brasil tem plena condição de atender à nova cota, mesmo com as exigências impostas”, destacou a CEO.
O mercado europeu é conhecido por oferecer preços premium, o que pode gerar receitas adicionais para o setor pecuário brasileiro. Além disso, a diversificação dos destinos de exportação ajuda a reduzir a dependência do mercado chinês, hoje o principal comprador da carne bovina brasileira.
Desafios regulatórios e protecionismo
Apesar das vantagens comerciais, o acordo traz desafios regulatórios. Entre eles, as regras relacionadas ao desmatamento, que determinam que áreas desmatadas a partir de 2021 não serão aceitas para produção.
Pimentel destacou que, embora o Brasil tenha uma legislação ambiental rigorosa, essas exigências externas frequentemente geram críticas infundadas. “Temos uma legislação extremamente exigente, que prevê limites claros, como manter 80% de áreas preservadas na Amazônia. Essas regras acabam ferindo a soberania nacional e reforçam o protecionismo europeu”, afirmou.
O debate em torno do desmatamento pode influenciar a percepção de outros mercados sobre a sustentabilidade da carne brasileira, exigindo que o setor pecuário reforce práticas de rastreabilidade e certificação ambiental para atender aos padrões internacionais.


