Impacto no mercado global
Embora o acordo Mercosul-UE represente um avanço, Pimentel pondera que o impacto não será transformador para o setor. “A Europa sempre foi um bom pagador e o acordo ajuda a diluir a dependência do mercado chinês. Mas a cota é pequena e o aumento do volume exportado será limitado”, afirmou.
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Até outubro de 2024, o Brasil já havia exportado 66.439 toneladas de carne bovina para a União Europeia, segundo o Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro. Esses números mostram o potencial do país em ampliar sua presença no mercado europeu, desde que consiga superar os desafios regulatórios.
A necessidade de modernização
Para aproveitar ao máximo as oportunidades do acordo, o setor pecuário brasileiro precisa investir em modernização, especialmente em rastreabilidade e sustentabilidade.
A adoção de tecnologias que garantam o cumprimento das exigências europeias pode posicionar o Brasil como um fornecedor confiável e ético, fortalecendo sua reputação global e abrindo portas para outros mercados premium.
O acordo Mercosul-UE representa um marco histórico para o comércio internacional e oferece ao Brasil a chance de dobrar suas exportações de carne bovina para a Europa.
No entanto, essa oportunidade vem acompanhada de desafios significativos, como o cumprimento de exigências ambientais rigorosas e o enfrentamento do protecionismo europeu.
Se o setor pecuário conseguir alinhar sua produção às demandas do mercado internacional, o Brasil poderá consolidar sua posição como líder no Mercosul e ampliar sua influência no mercado global.


