Governo avalia ações para conter alta nos preços dos alimentos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião com sua equipe ministerial nesta sexta-feira, 24 de janeiro, para discutir estratégias que possam reduzir os preços dos alimentos, diante da preocupação crescente com o impacto da inflação na mesa dos brasileiros.
Embora o encontro tenha acontecido, ainda não foram anunciadas medidas concretas. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a abordagem do governo será pautada por um “estudo com cautela”, evitando decisões precipitadas.
Entre as ações em avaliação está a revisão do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que, segundo Haddad, pode ser ajustado para ajudar a baratear os alimentos. Além disso, o governo pretende reforçar o Plano Safra, buscando diversificar a produção agrícola e diminuir a dependência de regiões específicas, frequentemente afetadas por questões climáticas que impactam o cultivo.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, chegou a mencionar que o governo analisava “intervenções” no mercado de alimentos, mas posteriormente corrigiu sua declaração, substituindo o termo por “medidas”.
Por outro lado, Haddad descartou a possibilidade de adotar subsídios ou utilizar o espaço fiscal para lidar com a questão, chamando essas especulações de “boataria”.
Outro ponto debatido recentemente foi a proposta da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) sobre a modernização do sistema de prazos de validade dos alimentos, o chamado “Best Before”. Contudo, o governo não pretende implementar mudanças nesse sentido. Haddad enfatizou que, embora sugestões sejam bem-vindas, nem todas se transformam em políticas públicas.
A preocupação do governo reflete a pressão de setores como alimentação, que tiveram alta de preços significativa em janeiro, segundo o IPCA-15. Produtos como tomate e café registraram aumentos expressivos, alimentando o debate sobre a necessidade de medidas urgentes para conter os impactos da inflação sobre os consumidores.


