Na quarta-feira, 19 de fevereiro, o presidente Donald Trump anunciou que sua administração tem considerado colocar em ação um plano para distribuir 20% das economias geradas pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), uma agência desenvolvida por Elon Musk, diretamente para os americanos.
A proposta surgiu após Musk, em uma entrevista na segunda-feira, 10 de fevereiro, sugerindo ao presidente a ideia de enviar cheques de reembolso no valor de US$ 5.000 (aproximadamente R$ 28.900) para os contribuintes, com base nas economias geradas pela agência, em uma proposta que ficou conhecida como os “dividendos DOGE”.

Trump se mostrou interessado na proposta, e destacou em entrevista coletiva, que 20% das economias geradas pelo DOGE foram distribuídas para os cidadãos norte-americanos, enquanto outros 20% foram direcionados ao pagamento da dívida nacional dos Estados Unidos. No entanto, o presidente não forneceu muitos detalhes sobre quando o plano poderia ser implementado ou quanto exatamente cada americano poderia receber.
A ideia de Musk é que, caso a economia gerada pelo DOGE atinja a marca de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 11,56 trilhões) até o final do período de implementação da proposta, uma parte desse valor seria devolvida para cerca de 79 milhões de lares nos EUA, os quais são os pagadores líquidos de impostos federais. Esses cidadãos receberam cheques de US$ 5.000, conforme o plano de dividendos DOGE, após a expiração do DOGE em julho de 2026.
A proposta foi detalhada de maneira preliminar por Musk, que sugeriu que o DOGE poderia gerar uma economia significativa para o governo. Caso o plano fosse concretizado, os dividendos poderiam representar uma quantia substancial de dinheiro para os cidadãos, com um valor estimado de US$ 5.000 por casa.
Ao mesmo tempo, outra parte do dinheiro seria usada para reduzir a gigantesca dívida nacional dos Estados Unidos, que atualmente gira em torno de US$ 36 trilhões (aproximadamente R$ 208 trilhões). Musk estimou que, caso o DOGE alcançasse o montante de US$ 2 trilhões em economia, cerca de US$ 400 bilhões (R$ 2,31 trilhões) seriam aplicados no pagamento da dívida do país.


