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Confira o calendário econômico de hoje, 25 de abril

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No calendário desta sexta-feira, 25 de abril, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,42% em abril. O número ficou acima da alta de 0,36% registrada em março, mas dentro das expectativas do mercado.

Atualização beneficia trabalhadores que ganham até dois salários mínimos; veja como ficam as alíquotas e o que muda na prática | Foto: Reprodução/Canva calendário
Com o IPCA-15 subindo mais do que em março, os analistas começam a rever suas projeções para a inflação nos próximos meses | Foto: Reprodução/Canva

Essa movimentação faz parte de um dia cheio no calendário econômico, com outros dados importantes sendo divulgados, como o Índice Nacional da Construção Civil (INCC-M), a sondagem da construção da FGV e a definição da nova bandeira tarifária da energia elétrica pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O que é o IPCA-15 e por que ele importa?

O IPCA-15 mede a variação dos preços ao consumidor em um período mais curto — geralmente entre o dia 15 do mês anterior até o dia 15 do mês atual. Ele serve como uma prévia do IPCA, que é o índice usado pelo Banco Central como referência para a meta de inflação no país.

Com uma alta de 0,42% em abril, o acumulado de 12 meses do IPCA-15 chega a 4,10%, o que continua dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3,0% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Habitação e energia seguem como vilões

Segundo o IBGE, o grupo habitação foi um dos que mais pressionaram a alta do índice neste mês, principalmente por conta da expectativa sobre o reajuste nas tarifas de energia elétrica, que deve ser anunciado ainda hoje pela ANEEL.

Caso a agência opte por sair da atual bandeira verde e acionar a bandeira amarela ou vermelha, os consumidores sentirão o aumento diretamente nas contas de luz a partir de maio. Na bandeira amarela, a taxa adicional é de R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos, enquanto na vermelha, o valor pode chegar a R$ 9,795 por 100 kWh.

Construção civil também em foco no calendário de hoje

A Fundação Getulio Vargas (FGV) trouxe dois indicadores importantes nesta sexta-feira: o INCC-M de abril, que mede os custos da construção civil, e a Sondagem da Construção, que avalia a percepção dos empresários do setor.

O INCC-M registrou alta de 0,41% em abril, um pouco abaixo da taxa de 0,50% observada em março. Mesmo assim, o custo das obras continua subindo, puxado principalmente por aumentos nos preços dos materiais e da mão de obra.

Já a sondagem da construção apontou uma melhora na confiança dos empresários do setor, sugerindo que o ritmo das obras pode crescer nos próximos meses, caso as condições econômicas continuem favoráveis.

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E o México?

No cenário internacional, o México divulgou o Índice Geral de Atividade Econômica (IGAE) de fevereiro. O índice é uma espécie de “prévia do PIB” mexicano. Embora esse dado não impacte diretamente o Brasil, ele é importante para investidores que acompanham o desempenho de mercados emergentes da América Latina.

O resultado mostrou estabilidade na economia mexicana, com leve crescimento no setor de serviços e recuo na indústria. Com o México sendo um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, seu desempenho também é monitorado de perto pelos mercados globais.

O que esperar daqui para frente de acordo com o calendário?

Com o IPCA-15 subindo mais do que em março, os analistas começam a rever suas projeções para a inflação nos próximos meses. O mercado financeiro também vai observar com atenção a decisão da ANEEL sobre a bandeira tarifária, pois a energia elétrica tem peso significativo no orçamento das famílias e nos índices de inflação.

Além disso, o cenário político e fiscal brasileiro continua influenciando o comportamento dos preços. A expectativa agora gira em torno do próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá decidir se continua com o ritmo de cortes na taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano.

Para o consumidor, a recomendação é manter atenção ao consumo de energia, fazer planejamento financeiro e acompanhar os próximos indicadores econômicos, que poderão sinalizar se o custo de vida continuará em trajetória de alta ou começará a ceder nos meses seguintes.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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