Quase 1 milhão de brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores espalhados por 134 países, número que representa pouco mais de 0,5% do eleitorado brasileiro, estimado em 158,7 milhões de pessoas.
Mas há uma diferença importante em relação a quem vota no Brasil: quem tem domicílio eleitoral no exterior vota apenas para presidente e vice-presidente da República. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, caso seja necessário, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Em 2010, cerca de 210 mil pessoas estavam habilitadas a votar no exterior. Em 2014, eram pouco mais de 354 mil; em 2018, cerca de 500 mil; e, em 2022, o número chegou a 697.078. Para 2026, o total passou de 918 mil, um aumento de 31,8% em relação à eleição anterior.
Onde os brasileiros no exterior vão votar?
Para receber esse eleitorado, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades fora do Brasil. A maior parte funcionará em embaixadas, consulados e outros locais ligados ao governo brasileiro, mas também podem ser utilizados espaços alternativos, conforme a necessidade de cada cidade.
A distribuição não é igual entre os países. Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros no exterior, com cerca de 265,4 mil pessoas. Portugal aparece em seguida, com 134,7 mil, seguido por Japão, com 88,3 mil; Canadá, com 46,4 mil; e Alemanha, com 41,5 mil.
A regra para abrir uma seção eleitoral é ter pelo menos 30 eleitores aptos naquela região. Quando há mais de 800 pessoas habilitadas, uma nova seção pode ser instalada.
Quem são os eleitores brasileiros fora do país?
Os dados do TSE também mostram o perfil desse grupo. As mulheres são maioria e representam 57% do eleitorado no exterior, enquanto os homens correspondem a 43%. Entre os estados civis, os solteiros são 52%, os casados representam 42%, os divorciados, 6%, e os viúvos, 1%.
Em relação à escolaridade, o maior grupo é formado por pessoas com ensino superior completo, que representam 38% dos eleitores residentes fora do Brasil. Depois aparecem aqueles com ensino médio completo, com 29%, e superior incompleto, com 13%. Também fazem parte do eleitorado pessoas com ensino médio incompleto, ensino fundamental completo e incompleto e aquelas que sabem ler e escrever.
A faixa etária com maior número de eleitores é a de 40 a 44 anos. Na sequência aparecem as pessoas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos. O cadastro também registra 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% desse eleitorado.
E se o eleitor estiver fora do local de votação?
Quem mora no exterior e está com o título eleitoral registrado na Zona Eleitoral do Exterior deve votar nas seções destinadas a esse eleitorado. Caso não consiga comparecer, pode justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou em uma mesa receptora de votos instalada no exterior.
Existe ainda uma situação diferente: o brasileiro com domicílio eleitoral no exterior que estiver no Brasil no dia da eleição pode votar para presidente, desde que tenha feito previamente a habilitação para o voto em trânsito. A regra não permite, porém, que uma pessoa transfira temporariamente seu voto para uma seção eleitoral localizada em outro país.
Já quem mantém o domicílio eleitoral no Brasil e estiver no exterior no dia da votação não pode simplesmente votar em uma seção fora do país. Nesse caso, será necessário justificar a ausência.
O TSE disponibiliza um Painel de Dados do Eleitorado no Exterior, que permite consultar informações sobre brasileiros aptos a votar por país, cidade e continente, além de dados históricos sobre comparecimento e abstenção.


