A cantora Anitta recebeu uma proposta de até R$ 500 milhões para se tornar embaixadora de uma casa de apostas, segundo apuração da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles. A artista, porém, recusou o convite depois de avaliar os possíveis impactos do jogo de apostas na vida dos usuários.
O valor da proposta não havia sido divulgado quando Anitta falou publicamente sobre o assunto, em maio.

“Me pediram para fazer [bets] e usar minha cara, mas eu fui estudar. Sempre vou entender aquilo que vai impactar a vida das pessoas para saber se faz sentido. Quando você vai estudando, você pensa que na real, não era tão legal”, afirmou a cantora nas redes sociais.
A proposta mostra também mostra a quantidade de dinheiro envolvido na publicidade das plataformas de apostas, que passaram a contratar artistas e influenciadores conhecidos para chegar a um público maior.
Quanto as bets pagavam por publicidade?
Segundo a apuração publicada pela coluna, o contrato oferecido a Anitta poderia chegar a R$ 500 milhões. O acordo teria como objetivo usar a imagem da cantora na divulgação de uma casa de apostas nas redes sociais.
Nomes conhecidos se tornaram peças importantes para esse mercado. Com milhões de seguidores, artistas e influenciadores conseguem levar uma marca diretamente para o celular do público, transformando publicidade em uma das principais ferramentas usadas pelas empresas para divulgar seus serviços.
Outro exemplo citado pela coluna ocorreu em agosto. O cantor Zé Felipe teria fechado um contrato de R$ 350 milhões por ano para divulgar uma casa de apostas.
Os valores, embora sejam de contratos diferentes, dão uma dimensão do tamanho dos investimentos feitos pelas empresas do setor em divulgação com pessoas famosas.
Por que Anitta recusou a proposta?
Antes mesmo de o valor da proposta ser conhecido, Anitta já havia criticado a expansão das apostas online. Em maio, a cantora afirmou que decidiu não participar da publicidade depois de estudar os efeitos que as bets poderiam causar.
Ela também relacionou o crescimento das apostas ao endividamento e afirmou que o vício pode prejudicar principalmente pessoas com menos dinheiro.
A declaração ocorreu antes da medida provisória publicada pelo governo federal em 25 de setembro, que determinou o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets no país.
Com a nova regra, as empresas autorizadas deixam de aceitar novos depósitos e devem retirar suas propagandas. Os apostadores têm até 5 de outubro para retirar os valores que ainda estiverem nas plataformas, enquanto os sites e aplicativos devem sair do ar a partir de 6 de outubro.


