A primeira edição da Semana de Arte do Rio terminou neste domingo, 27 de setembro, com shows, teatro, literatura, gastronomia e outras atrações espalhadas pela cidade. Mas o encerramento não deve significar o fim do evento. A Prefeitura do Rio pretende incluir a Semana de Arte no calendário oficial do município e transformar a iniciativa em parte da programação cultural da cidade.
Reunindo mais de 400 atrações durante 12 dias, a estreia contou com participação de artistas, instituições, festivais, produtores e espaços culturais.

Além de ampliar o acesso à cultura, a iniciativa foi planejada também com um objetivo econômico. Segundo estimativa da Prefeitura do Rio, feita em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a primeira Semana de Arte do Rio tem potencial para movimentar cerca de R$ 340,8 milhões na economia carioca.
Distribuída por museus, centros culturais, teatros, galerias e outros equipamentos da cidade, a proposta foi reunir projetos já conhecidos da cena cultural em um mesmo circuito, envolvendo diferentes linguagens artísticas e levando o público para espaços espalhados pelo Rio.
Evento busca movimentar a economia da cultura
A Prefeitura aponta que a Semana de Arte foi criada para ampliar a circulação de artistas e do público, valorizar o patrimônio material e imaterial do Rio e fortalecer a economia da cultura.
A ideia de transformar o evento em parte do calendário oficial acompanha essa proposta. Em vez de uma programação isolada, a Semana de Arte pode passar a ter novas edições e reunir novamente diferentes iniciativas culturais da cidade em um mesmo período.
Segundo o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, a diversidade cultural foi um dos principais destaques da primeira edição. Para ele, milhares de pessoas circularam pelo Centro e tiveram contato com música, artes plásticas, teatro, circo, dança e cinema. A programação também envolveu projetos e produtores de fora do Rio, ampliando a participação de diferentes nomes da cena cultural brasileira.
Encerramento teve show nos Arcos da Lapa
O último dia manteve a proposta de ocupar diferentes regiões da cidade. Nos Arcos da Lapa, o Festival Solar – Eu Prefiro Ser encerrou a Semana de Arte com um show em homenagem a Ney Matogrosso. O monumento recebeu iluminação especial durante a apresentação.
Na Cinelândia, o público acompanhou o último dia do Esquenta Honk Rio, encontro que antecede a décima edição do festival de fanfarras, prevista para novembro. Os grupos tocaram gratuitamente em espaço público, em uma programação que também teve artistas em pernas de pau, palhaçaria, teatro e poesia na Banca do André.
A Fundição Progresso recebeu atrações voltadas para as crianças durante todo o domingo. No Aterro, um festival de pipas gigantes abriu a programação do dia, enquanto a Escadaria Selarón recebeu apresentações de acrobacia e palhaçaria.
A Festa Literária das Periferias (Flup), integrada à Semana de Arte, levou a cantora e ativista social Linn da Quebrada ao Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, para participar de uma mesa de debate. No sábado, o mesmo espaço havia recebido Gilberto Gil.
Rio Gastronomia também movimentou o fim de semana
Na Zona Sul, o Rio Gastronomia reuniu música e gastronomia no Jockey Club Brasileiro. Flor Gil se apresentou com o primo Bento e também participou de uma aula sobre comida e sentimento ao lado da mãe, Bela Gil.
As duas prepararam um ceviche e uma panqueca de banana, com receitas voltadas à sustentabilidade. O evento terá novas atividades a partir da próxima quinta-feira.
O sábado já havia levado atrações para diferentes pontos do Centro. Jorge Aragão se apresentou no Palácio Gustavo Capanema, enquanto a Feira das Yabás ocupou a área externa do CCBB.
Outra atração foi o VLT do Samba, que saiu da Central do Brasil em direção ao centro cultural com Marquinhos de Oswaldo Cruz e sua banda.
Com o fim da primeira edição, a Prefeitura agora pretende manter a Semana de Arte no calendário oficial do Rio. A proposta é dar continuidade a um circuito que, nesta estreia, reuniu mais de 400 atrações e teve estimativa de movimentar R$ 339,8 milhões na economia da cidade.


