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Confira o calendário econômico de hoje, 30 de abril

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A última terça-feira do mês, 30 de abril, será marcada por um calendário econômico intenso tanto no Brasil quanto no exterior. Investidores e analistas estarão atentos à divulgação de dados fundamentais para avaliar a saúde econômica global, como os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) de economias centrais, além de importantes indicadores do mercado de trabalho brasileiro.

Os números, divulgados ao longo da manhã em diversos fusos, têm potencial para mexer com os mercados financeiros, influenciar decisões de política monetária e afetar diretamente os investimentos, juros e expectativas para os próximos meses.

Os dados PMI de hoje são fundamentais para entender a direção da economia global | Foto: Reprodução/Canva calendário
Esses indicadores ajudam a traçar um panorama econômico mais preciso e são fundamentais para orientar decisões de governos, empresas e investidores | Foto: Reprodução/Canva

Calendário da Alemanha

Às 5h (horário de Brasília), a Alemanha divulgará o resultado preliminar de seu PIB do primeiro trimestre de 2025. Após um ano marcado por baixo crescimento e alta inflação, os investidores esperam sinais de retomada. O dado anterior, referente ao quarto trimestre de 2024, mostrou estagnação, com crescimento de apenas 0,0%.

Se houver melhora, mesmo que modesta, pode reforçar expectativas de que a maior economia da Europa esteja saindo de uma fase de contração técnica. Isso teria reflexos positivos sobre o euro e sobre os mercados do continente.

PIB da Zona do Euro também será destaque

Logo em seguida, às 6h, será divulgado o PIB da Zona do Euro, que engloba países como França, Itália, Espanha e a própria Alemanha. O dado é relevante por sinalizar a direção econômica do bloco como um todo, que vem enfrentando desafios semelhantes: inflação persistente, juros altos e tensões geopolíticas.

Espera-se que o crescimento fique próximo da estabilidade, com variação trimestral inferior a 0,3%. Qualquer surpresa positiva pode renovar o otimismo quanto à possibilidade de cortes nos juros pelo Banco Central Europeu ainda em 2025.

Leia também: ‘Bilhões: O Lado B da Moeda’: qual o impacto dos bilhões no mundo real?

Calendário do Brasil divulga dados de emprego e renda

No cenário doméstico, a agenda está recheada. O Ministério do Trabalho e Emprego divulga nesta terça o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostra o saldo de admissões e demissões formais em março. Em fevereiro, o país criou mais de 241 mil empregos com carteira assinada, e a expectativa é de que março mantenha ritmo positivo, impulsionado por setores como serviços e comércio.

Outro dado relevante é a Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE, que mede o desemprego de forma mais ampla e considera inclusive o trabalho informal. A taxa de desocupação vinha em queda e fechou fevereiro em 7,8%, a menor para o mês desde 2015. Se os dados de março mantiverem essa tendência, será um sinal de recuperação consistente do mercado de trabalho.

Além disso, a Pnad também revela dados sobre renda média do trabalhador, um ponto essencial para avaliar o poder de compra da população. Em fevereiro, a renda média real foi de R$ 3.087, um leve aumento em relação ao mesmo período do ano anterior.

PIB dos EUA e PCE: impacto global

Às 9h30, é a vez de os Estados Unidos divulgarem a primeira leitura do PIB do primeiro trimestre de 2025. Após um crescimento de 3,4% no quarto trimestre de 2024, espera-se um leve arrefecimento, mas ainda dentro de um patamar considerado saudável. A economia americana tem sido sustentada pelo consumo interno e pela força do mercado de trabalho.

Mas o dado mais aguardado do dia será o Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal (PCE), divulgado às 11h. Esse é o indicador inflacionário preferido do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. O PCE mede a variação nos preços pagos pelos consumidores por bens e serviços e serve como termômetro para a política de juros do país.

Se o PCE vier acima do esperado, pode afastar a perspectiva de cortes de juros em junho, o que teria reflexos nos mercados globais, incluindo o Brasil. Um PCE mais alto tende a fortalecer o dólar e pressionar moedas de países emergentes, como o real.

Por que tudo isso importa?

Esses indicadores ajudam a traçar um panorama econômico mais preciso e são fundamentais para orientar decisões de governos, empresas e investidores. PIBs positivos indicam crescimento, geração de empregos e aumento da renda. Já dados de inflação, como o PCE, ajudam a prever movimentos de juros — o que afeta diretamente o custo do crédito, o rendimento dos investimentos e o ritmo da economia.

Para o investidor brasileiro, a combinação dos dados internacionais e domésticos forma um cenário que pode mexer com a bolsa de valores (Ibovespa), o dólar, os juros futuros e até com o mercado de renda fixa, como títulos do Tesouro Direto.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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