Há meses o mundo acompanha aflito o quadro clínico do Papa Francisco. Em 21 de abril, feriado de Tiradentes no Brasil, veio a notícia que ninguém queria ouvir, mas que já era esperada pela evolução do quadro de saúde do pontífice e pela sua expressão de sofrimento exibida nas últimas aparições.
Nascido, Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, o jesuíta escolheu ser Francisco para homenagear São Francisco de Assis, o santo dos pobres e oprimidos, que segundo relatos contraiu malária e terminou os dias de vida cego.
Mas qual a doença que matou Francisco? Desde cedo o jovem já apresentava uma saúde frágil, aos 21 anos teve parte de um dos pulmões removido, por causa de uma pleurisia (irritação da membrana que envolve os pulmões).

Na década de 1980, o então reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de São Miguel, Argentina, contraiu uma grave infecção e teve de passar por um procedimento de emergência para a remoção da vesícula biliar.
A partir de 2021, o Papa foi internado quatro vezes. Em julho daquele ano, o pontífice deu entrada no hospital para ser submetido a uma operação que removeu 33 centímetros do cólon por causa de uma diverticulite (doença que se apresenta quando as estruturas que retêm pequenas quantidades de fezes ficam inflamadas ou infectadas podendo apresentar abscesso ou perfuração)
Em 2023, ele passou por duas internações, em março e em junho, primeiro para tratar uma bronquite e depois para uma outra cirurgia abdominal.
Este ano, novas complicações, e o santo padre voltou a ser hospitalizado. Em fevereiro, recebeu o diagnóstico de uma infecção polimicrobiana. Pela idade, 88 anos, a situação clínica foi considerada complexa pelos médicos. Recebeu alta após tratamento para a pneumonia, infecção de vias aéreas inferiores e se manteve em repouso. Mas nesta segunda-feira de um feriado prologado o mundo foi surpreendido com a notícia da morte do sumo pontífice.
O Vaticano não deu detalhes sobre o real quadro de saúde do religioso, mas o jornal italiano Corriere della Sera, com sede em Milão, se adiantou após apurar junto a fontes da Santa Sé que a causa da morte foi um AVC grave.
Conversei com médicos, que disseram ser possível o Acidente Vascular Cerebral em função da idade, da fragilidade, e principalmente pela condição física debilitada em que se encontrava o Papa depois de tantas infecções respiratórias. Logo a notícia foi confirmada.
E agora Francisco?
Com todo respeito e admiração que tinha por Francisco estou entre os milhões em todo o planeta que estão se perguntando quem irá assumir o cargo mais importante da igreja Católica? As apostas já começaram, e cada instante a lista com os possíveis sucessores de São Pedro cresce até mesmo na diversidade, constam nomes de cardeais italianos, húngaro, congolês, austríaco, francês, filipino, espanhol e até um brasileiro.
Seja quem for o escolhido naquela cerimônia que dura dias, terá que estar à altura de um dos Papas mais populares e carismáticos da história. Na minha opinião “Chico” já desbancou João XXIII e João Paulo II.
Jorge Mario Bergoglio, ultrapassou as fronteiras do papado e do Vaticano. Tocou em temas sensíveis para a igreja, enfrentou adversidades, e marcou uma Era.
Vai ser lembrado com o “Papa dos Pobres”, e como tal demonstrava preocupação com a finanças da cidade do Vaticano, que não vão bem das pernas, para um Estado independente que tem seu próprio banco, o IOR – Instituto para as Obras de Religião – também conhecido como, “banco de Deus”.
Sem medo meteu a mão no vespeiro e trouxe à tona os escândalos que balançaram o IOR e seus administradores. Francisco que já havia renunciado aos luxos foi pra cima da quadrilha, que estava à frente da fortuna da cúria, criando a “Operação Transparência” que culminou com a prisão dos executivos do banco por lavagem de dinheiro através de contas correntes do IOR.
Até então nenhum pontífice teve peito para enfrentar os desvios de conduta dentro do “banco dos Pobres”. Desculpe, João Paulo I até tentou, mas morreu misteriosamente.
Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos, e não estou falando da série “Suburra: Sangue em Roma”.
Estou exprimindo todo meu respeito e carinho a Jorge Mario Bergoglio, o inesquecível Papa Francisco.
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