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Confira o calendário econômico de hoje, 9 de maio

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No calendário desta sexta-feira, 9 de maio, o cenário econômico internacional amanheceu em alerta com a divulgação de indicadores relevantes para os rumos da economia. No Brasil, o destaque ficou por conta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal medidor da inflação do país. Já na China, a balança comercial e o índice de preços ao consumidor (IPC) também foram divulgados, movimentando os mercados globais e influenciando decisões de investidores.

Esses dados são essenciais para entender o momento econômico, tanto nacional quanto internacional. Mas, afinal, o que eles significam na prática para o seu bolso?

AGENDA econômica. Foto: canva CALENDÁRIO
O calendário econômico diário divulga as variações de preço dentro do mercado. | Foto: Reprodução/Canva

IPCA: termômetro da inflação será divulgado no calendário do Brasil

Divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. Ele é, na prática, o índice que indica se o custo de vida está subindo ou diminuindo.

A divulgação do IPCA de abril, às 9h desta sexta, veio em um momento importante. Analistas e o próprio Banco Central observam esses dados com atenção para definir os próximos passos da política de juros. Quando a inflação sobe, o Banco Central tende a aumentar a taxa Selic para conter o consumo e tentar estabilizar os preços. Quando a inflação cai, pode haver espaço para reduzir os juros — o que impacta diretamente no valor dos financiamentos, empréstimos e investimentos.

Se o IPCA apontar uma alta acima do esperado, por exemplo, isso pode esfriar o mercado financeiro e pressionar o real frente ao dólar. Por outro lado, uma inflação controlada traz mais previsibilidade para a economia e ajuda a manter a confiança de consumidores e empresas.

Em abril de 2024, o IPCA acumulado em 12 meses estava em 3,93%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os analistas esperam um dado próximo disso para abril de 2025, mas com atenção ao impacto de preços administrados, como energia elétrica e combustíveis.

China divulga balança comercial e inflação

Do outro lado do mundo, a China também trouxe dados importantes. À meia-noite (horário de Brasília), o governo chinês divulgou o resultado de sua balança comercial, que mostra a diferença entre exportações e importações do país. Esse dado ajuda a entender o nível de atividade econômica da segunda maior economia do mundo.

Em abril, a China registrou superávit comercial de US$ 74,3 bilhões, equivalem aproximadamente a R$ 385,5 bilhões, considerando a cotação de R$ 5,19 por dólar (valor médio de maio de 2025), com exportações crescendo 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo indica uma retomada do dinamismo da economia chinesa, algo que impacta diretamente países que exportam para o país asiático — como o Brasil.

Nosso país, por exemplo, é grande fornecedor de commodities para a China, como soja, minério de ferro e petróleo. Quando a economia chinesa se aquece, a demanda por esses produtos aumenta, o que pode aquecer a economia brasileira e gerar mais receita em reais para empresas exportadoras.

Já às 22h30, a China divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para os consumidores chineses. Assim como o IPCA no Brasil, esse índice é usado para avaliar o custo de vida e orientar decisões de política monetária no país.

Leia também: Os Brasis que coabitam a mesma moeda: entre a retórica da estabilidade e o supermercado da sobrevivência

Por que esses dados do calendário são importantes?

Mesmo que pareçam distantes, os dados da China e do IPCA no Brasil estão mais ligados ao seu cotidiano do que você imagina. Uma inflação controlada ajuda a manter o poder de compra da população e permite ao Banco Central reduzir os juros, o que pode baratear o crédito e impulsionar o consumo.

Já a balança comercial chinesa interfere diretamente nos preços de commodities e na balança comercial brasileira. Se a China comprar mais produtos do Brasil, isso gera mais dólares para o país, o que pode fortalecer o real e diminuir a pressão sobre os preços internos.

Em resumo, ficar atento aos dados divulgados hoje ajuda a entender as tendências econômicas e a tomar melhores decisões financeiras. Se você tem investimentos, pensa em fazer um financiamento ou simplesmente quer saber como os preços vão se comportar nos próximos meses, esses indicadores são fundamentais para o seu planejamento.

A sexta-feira foi de atenção redobrada no mercado com os dados da inflação no Brasil e o desempenho do comércio chinês. Os números ajudam a traçar o cenário econômico para os próximos meses e servem como bússola para decisões de governo, empresas e consumidores. Por isso, mais do que números, o IPCA e a balança comercial da China representam sinais do que está por vir para a economia — e para o seu bolso.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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