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Decisões de juros do Fed e Copom movimentam a economia: confira o calendário de hoje

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O calendário desta quarta-feira, 7 de maio, será marcada por importantes divulgações e decisões econômicas no Brasil e no mundo, com destaque para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. Ambas as decisões terão grande impacto nos mercados financeiros, no comportamento do dólar, nas projeções de inflação e no apetite dos investidores.

Além disso, o dia trará a divulgação do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e da balança comercial brasileira, assim como o PMI de Construção da Alemanha, que ajuda a indicar a saúde da economia europeia.

As decisões desta quarta-feira refletem no dia a dia de milhões de brasileiros. Um corte nos juros pode reduzir os rendimentos da poupança e de investimentos atrelados à Selic, como o Tesouro Selic e CDBs | Foto: Reprodução/Canva FED
As decisões desta quarta-feira, 7 de maio, refletem no dia a dia de milhões de brasileiros. Um corte nos juros pode reduzir os rendimentos da poupança e de investimentos atrelados à Selic, como o Tesouro Selic e CDBs | Foto: Reprodução/Canva

Fed define juros nos Estados Unidos às 15h

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciará sua decisão sobre os juros às 15h (horário de Brasília). A taxa básica norte-americana está atualmente entre 5,25% e 5,50% ao ano. A expectativa do mercado é de que os juros sejam mantidos neste patamar, já que os últimos dados de emprego e inflação indicam uma desaceleração da economia, mas sem ainda justificar um corte imediato.

A manutenção da taxa sinaliza a continuidade de uma política monetária mais cautelosa, aguardando mais dados para avaliar o ritmo da inflação no país. A decisão impacta diretamente o câmbio e os investimentos no Brasil. Caso o Fed resolva cortar os juros, o dólar pode perder força frente ao real, estimulando a entrada de capital estrangeiro no país.

Leia também: Investimentos travados: por que o brasileiro parou de aplicar

Por outro lado, uma sinalização de manutenção por mais tempo ou até mesmo um tom mais agressivo por parte do Fed pode fortalecer o dólar, aumentar a aversão ao risco e dificultar o corte de juros em países emergentes, como o Brasil.

Copom define Selic às 18h30

Mais tarde, às 18h30, será a vez do Banco Central do Brasil divulgar a nova taxa Selic. Hoje, a taxa está em 10,75% ao ano, após sucessivas reduções iniciadas em agosto de 2023. A expectativa majoritária do mercado é de que o Copom reduza os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 10,50% ao ano.

A possível redução da Selic acompanha a desaceleração da inflação, que está dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), atualmente em 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para o consumidor, uma Selic mais baixa tende a baratear o crédito — como financiamentos e empréstimos — e estimula o consumo e os investimentos produtivos. Porém, esse movimento precisa ser feito com cuidado para não reaquecer a inflação.

A cada 1 ponto percentual de redução na Selic, o custo médio de um financiamento imobiliário de R$ 300 mil pode cair cerca de R$ 200 nas parcelas mensais, dependendo do prazo e do banco.

IGP-DI e balança comercial também entram no radar

Antes das decisões dos bancos centrais, às 8h, será divulgado o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Este índice é importante para analisar a evolução dos preços no atacado, nos serviços e na construção civil.

Se o IGP-DI vier abaixo das expectativas, pode reforçar o cenário de inflação controlada, aumentando a confiança do Copom para seguir cortando a Selic.

Já às 15h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga os dados da balança comercial brasileira, que mostra o saldo entre exportações e importações. Um superávit comercial (exportações maiores que importações) contribui para fortalecer o real e controlar a inflação via câmbio.

No acumulado do ano até abril, o Brasil teve superávit de R$ 142,9 bilhões, impulsionado principalmente pelas exportações do agronegócio e da mineração.

PMI de Construção da Alemanha indica ritmo da Europa

Ainda pela manhã, às 4h30, sai o PMI (Índice de Gerente de Compras) de Construção da Alemanha, importante para medir a atividade econômica no setor de obras no maior país da zona do euro.

Se o PMI vier abaixo de 50 pontos, é sinal de retração. Se vier acima, indica expansão da atividade. A saúde econômica da Europa afeta diretamente as exportações brasileiras de commodities, especialmente o minério de ferro.

O que tudo isso significa para o bolso do brasileiro?

As decisões desta quarta-feira refletem no dia a dia de milhões de brasileiros. Um corte nos juros pode reduzir os rendimentos da poupança e de investimentos atrelados à Selic, como o Tesouro Selic e CDBs.

Por outro lado, isso pode baratear o custo do crédito, aquecer a economia e ajudar empresas a expandirem seus negócios.

Investidores devem estar atentos aos comunicados dos bancos centrais, que revelam as expectativas para os próximos meses e ajudam a montar estratégias mais assertivas.

No câmbio, qualquer variação no humor do mercado pode mexer com o dólar — o que afeta desde o preço de eletrônicos até passagens aéreas e compras internacionais.

A quarta-feira, 7 de maio, promete ser um marco para a política monetária global e nacional. As decisões do Fed e do Copom devem indicar os rumos da economia para os próximos meses, influenciando o bolso de quem investe, de quem consome e de quem produz.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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