Calendário desta quinta-feira, 26 de junho: IPCA-15 e PIB dos EUA
O destaque da quinta-feira é a prévia da inflação brasileira medida pelo IPCA-15, que será divulgada pelo IBGE às 9h. Em maio, o índice havia avançado 0,44%. Se a tendência de alta persistir, o cenário pode pressionar ainda mais o Banco Central a manter juros elevados.
No mesmo dia, os Estados Unidos publicam, às 9h30, a leitura final do PIB do primeiro trimestre. Na estimativa anterior, a economia americana havia crescido 1,3% no trimestre, segundo o Bureau of Economic Analysis (BEA). Em reais, esse crescimento equivale à cerca de R$ 2,75 trilhões, com base na paridade atual.
A divulgação do PIB americano é especialmente importante porque influencia diretamente as expectativas sobre as taxas de juros nos EUA, impactando o dólar e os mercados emergentes, como o Brasil.
Calendário desta sexta-feira, 27 de junho: IGP-M, desemprego e PCE
A semana se encerra com uma sexta-feira carregada de indicadores relevantes. Às 8h, será publicado o IGP-M de junho, índice calculado pela FGV e conhecido como “inflação do aluguel”, por ser usado para reajustar contratos imobiliários. Em maio, o IGP-M teve deflação de 0,58%, acumulando alta de 2,81% em 12 meses.
Às 9h, o IBGE apresenta a taxa de desemprego referente ao trimestre encerrado em maio. Em abril, a taxa foi de 7,5%. Uma possível variação pode indicar desaceleração ou recuperação do mercado de trabalho.
Às 14h30, o Ministério do Trabalho publica o CAGED, que mostra o saldo de vagas formais criadas ou fechadas no país. Em abril, o saldo foi positivo em 240 mil postos.
Nos Estados Unidos, às 9h30, sai o PCE (Personal Consumption Expenditures), o indicador de inflação preferido do Federal Reserve. Esse dado também influencia as decisões de política monetária americana, já que mede a variação de preços ao consumidor com base no consumo pessoal.
O que os investidores devem observar?
Diante de uma semana intensa como esta, investidores devem acompanhar com atenção os dados de inflação, tanto no Brasil quanto nos EUA, além da ata do Copom, que pode sinalizar os próximos passos da política monetária. O PIB americano e os dados do mercado de trabalho brasileiro também são determinantes para estratégias de investimentos.
Com a Selic em 15% e os sinais de pressão inflacionária persistente, a renda fixa tende a seguir atrativa. No entanto, o cenário externo pode gerar volatilidade, exigindo cautela e diversificação.


