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Confira o calendário econômico dessa semana, 16 a 20 de junho

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A semana entre os dias 16 e 20 de junho será marcada por uma série de eventos econômicos relevantes que devem movimentar os mercados financeiros no Brasil e no exterior. O destaque do calendário fica por conta da chamada Super Quarta, 19 de junho, quando ocorrem as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, dois dos principais termômetros da economia global.

A expectativa gira em torno do desfecho das reuniões dos respectivos comitês de política monetária: o Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, e o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), nos Estados Unidos. As taxas de juros impactam diretamente investimentos, inflação, consumo e até o câmbio — e, por isso, são acompanhadas de perto por analistas, empresas e investidores.

O cenário ainda é de incerteza e volatilidade. Por isso, acompanhar o calendário econômico é essencial para quem investe ou deseja tomar decisões financeiras mais conscientes | Foto: Reprodução/Canva
O cenário ainda é de incerteza e volatilidade. Por isso, acompanhar o calendário econômico é essencial para quem investe ou deseja tomar decisões financeiras mais conscientes | Foto: Reprodução/Canva

Segunda-feira: calendário chama atenção ao IGP-10 e ao IBC-Br

A semana já começa com indicadores importantes. Na segunda-feira, 16 de junho, o destaque é o IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), indicador que mede a inflação entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês atual.

No mesmo dia, o Banco Central divulga o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). Também será publicado o tradicional Boletim Focus, com as expectativas do mercado sobre os principais indicadores econômicos, como Selic, inflação e crescimento do PIB.

Terça-feira: Japão, EUA e cenário global

Na terça, 17 de junho, o Japão anuncia a decisão de política monetária do Banco Central do Japão (BoJ), além dos dados de sua balança comercial.

Nos Estados Unidos, o foco se volta para as vendas no varejo e a produção industrial, que ajudam a traçar o ritmo da recuperação econômica no país. Estes dados podem influenciar diretamente a decisão do FOMC no dia seguinte.

Quarta-feira: Super Quarta no Brasil e EUA

A quarta-feira, 18 de junho, é o dia mais aguardado da semana: a Super Quarta. No Brasil, o mercado está dividido quanto à decisão do Copom. O Itaú (ITUB4) acredita que a Selic será mantida em 14,75% ao ano, enquanto o Santander (SANB11) prevê uma nova alta de 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 15% ao ano.

A taxa básica de juros impacta diretamente o custo do crédito no Brasil, afetando desde financiamentos de empresas até empréstimos pessoais e o rendimento da renda fixa, como o Tesouro Direto.

Nos Estados Unidos, o FOMC também deve anunciar sua decisão de juros, hoje em 5,50% ao ano. Além disso, serão divulgadas as novas projeções econômicas do Federal Reserve, com expectativa para crescimento, inflação e taxa de desemprego.

No Reino Unido e na Zona do Euro, também saem os dados de inflação, medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPC), que podem influenciar decisões futuras sobre juros na região.

Quinta-feira: feriado no Brasil e decisões no exterior

Na quinta-feira, 19 de junho, feriado de Corpus Christi no Brasil, a B3 estará fechada. Nenhum ativo de renda variável (ações, fundos imobiliários, ETFs) ou renda fixa (Tesouro Direto) será negociado.

Apesar disso, o cenário internacional segue aquecido. O Banco da Inglaterra (BoE) divulgará sua decisão sobre a taxa de juros — atualmente em 5,25% ao ano, e o Japão revelará seu IPC, outro termômetro da inflação asiática.

Calendário da sexta-feira: fechamento com foco na Europa

A sexta-feira, 20 de junho, marca o fim da semana com a reabertura da B3 e divulgações importantes na Europa. No Reino Unido, serão apresentadas as vendas no varejo, enquanto na Alemanha sai o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços recebidos por produtores — um dos primeiros sinais da inflação ao consumidor.

Leia também: Confira 7 sinais de ‘infantilização financeira’ no dia a dia

Impactos para o bolso do brasileiro

Essas decisões, mesmo ocorrendo fora do Brasil, impactam diretamente o bolso do consumidor. Um aumento dos juros nos Estados Unidos, por exemplo, costuma valorizar o dólar frente ao real, o que pode encarecer importações e pressionar a inflação no país.

Se a Selic subir, investimentos em renda fixa como Tesouro Selic e CDBs podem se tornar ainda mais atraentes. Já um corte, embora improvável neste momento, poderia beneficiar o consumo e os setores produtivos.

Para se ter uma ideia, a diferença de 0,25 ponto percentual em uma aplicação de R$ 10 mil em um Tesouro Selic pode representar R$ 25,00 a mais por ano. Embora pareça pouco, em escala nacional, o impacto é significativo.

Fique atento

O cenário ainda é de incerteza e volatilidade. Por isso, acompanhar o calendário econômico é essencial para quem investe ou deseja tomar decisões financeiras mais conscientes.

Essa Super Quarta pode definir os rumos da economia global nos próximos meses, com reflexos no câmbio, no consumo, nos investimentos e até no preço do pãozinho.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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