Traçando o perfil do jovem que corre risco de infarto
Eles optam por uma alimentação multiprocessada (refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo, cereais matinais, molhos prontos, refeições congeladas, carnes processadas e por aí vai), que pode levar à obesidade. Aliada ao sedentarismo, ao tabagismo (não vamos esquecer dos vapes ou cigarros eletrônicos) e ao uso excessivo de anabolizantes, essa combinação representa um retrato da realidade atual e contribui para o aumento de doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio.
Ouvi do cardiologista que um infarto em um indivíduo jovem tende a ser mais drástico e agudo, porque ainda não houve tempo para adaptação orgânica e formação de circulações colaterais — a maneira como o corpo contorna bloqueios no fluxo sanguíneo.
As estatísticas mostram que o cenário está piorando. É crescente e alarmante a predisposição ao infarto em populações mais jovens. A possibilidade de reversão está diretamente ligada ao estilo de vida e às práticas de saúde preventiva coletivas, que podem melhorar a vida de um grupo de pessoas por meio de ações direcionadas à população em geral.


