Israel lançou um forte ataque aéreo contra o Irã na madrugada de sexta-feira, 13 de junho – noite de quinta-feira, 12 de junho, no horário de Brasília. A operação recebeu o nome de Operação Leão Ascendente (“Rising Lion”).
Foram mais de 100 bombardeios em diferentes cidades do Irã, incluindo a capital Teerã, uma importante usina nuclear chamada Natanz, além de bases militares e prédios do exército iraniano. O governo de Israel disse que essa foi apenas a primeira parte da operação, e que mais ataques devem acontecer.
O ataque matou nomes importantes do exército iraniano, como o comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri. Também morreram cerca de seis cientistas que trabalhavam no projeto nuclear do Irã.

De acordo com veículos internacionais, pelo menos nove pessoas morreram e mais de 100 civis ficaram feridos, incluindo mulheres e crianças. O Irã afirma que áreas residenciais também foram atingidas.
Logo após os bombardeios, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apareceu na TV e disse que o principal alvo foi a usina de Natanz, onde o Irã enriquece urânio, que pode ser usado para fazer uma bomba atômica. Segundo ele, os cientistas envolvidos nesse trabalho também foram atacados. “Estamos em um momento decisivo da história de Israel”, declarou Netanyahu.
Ele disse ainda que os ataques vão continuar “por quantos dias forem necessários” para impedir o que chamou de ameaça do Irã à sobrevivência de Israel.
O governo israelense acredita que o Irã está muito perto de conseguir uma arma nuclear e decidiu agir antes disso acontecer. Como medida de segurança, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência, fechou o espaço aéreo do país e suspendeu aulas e atividades em espaços públicos, com medo de uma resposta do Irã.


