Pandemia e insegurança alimentar
O Brasil já havia deixado o Mapa da Fome em 2014, após uma década de políticas voltadas à redução da pobreza e ampliação da segurança alimentar. No entanto, em 2021, voltou a figurar na relação, após os impactos sociais e econômicos causados pela pandemia de covid-19, somados à alta dos preços, cortes em programas sociais e aumento do desemprego.
Dados nacionais daquele período indicavam que cerca de 33 milhões de brasileiros conviviam com a fome. A crise sanitária agravou desigualdades já existentes, dificultou o acesso à renda e interrompeu o funcionamento de redes de apoio, como escolas públicas, onde milhões de crianças faziam sua principal refeição do dia.
Além disso, entre 2018 e 2020, indicadores de pobreza e insegurança alimentar vinham registrando piora contínua, o que contribuiu para o retorno ao mapa. A ausência de uma rede robusta de proteção social durante a emergência sanitária acentuou o problema em várias regiões do país.


