O que está em jogo nos acordos comerciais?
Os Estados Unidos estão revisando seus acordos comerciais com diversos países, definindo devem como comprar e vender produtos entre si. Esses acordos definem, por exemplo, se haverá cobrança de tarifas, limites de quantidade e exigências sanitárias. O presidente Trump estabeleceu o prazo de 1º de agosto para concluir essas decisões.
Mesmo com as conversas com China e União Europeia ainda em andamento, Lutnick garantiu que os acordos com o restante do mundo serão definidos até essa data. Isso inclui países como o Brasil, que podem ser afetados de forma positiva ou negativa, dependendo da decisão final.
No caso da União Europeia, o secretário explicou que ainda há pontos a serem discutidos, como tarifas sobre aço, alumínio e regras para serviços digitais. Também mencionou que medicamentos produzidos na Europa devem entrar em uma tarifa de 15%, devido à nova política de preços de remédios que será apresentada em breve pelo governo Trump.
A proposta americana de isentar tarifas para produtos que não são cultivados em território dos EUA é vista como uma forma de manter bons preços internos e, ao mesmo tempo, pressionar países parceiros a abrir seus mercados para produtos americanos, como a soja.
Para o Brasil, a decisão dos Estados Unidos pode trazer tanto riscos quanto oportunidades. O país é responsável por cerca de um terço do café consumido pelos americanos e também exporta grandes volumes de cacau, suco de laranja e frutas tropicais.
Caso os produtos brasileiros sejam incluídos na lista de isenção, os produtores poderão manter suas vendas para os EUA, com custos menores e mais lucros.
Por outro lado, se o Brasil não for incluído nos acordos e continuar sujeito às tarifas, pode enfrentar uma queda nas vendas para os EUA. A tarifa prevista pode chegar a até 50%, o que torna os produtos brasileiros menos competitivos e dificulta a permanência no mercado americano. Isso poderia gerar prejuízos, perda de renda e até fechamento de postos de trabalho no setor.


