Itajubá: cidade mineira se destaca no setor aéreo
A fábrica da Helibras em Itajubá já tem tradição na montagem de helicópteros e agora se prepara para dar um passo ainda maior. A cidade já foi reconhecida pelo Senado como a “Capital Nacional da Produção de Helicópteros”.
A Helibras foi fundada em 1978 e atua desde 1980 em Itajubá. É a única fabricante de helicópteros a turbina do Hemisfério Sul e já entregou mais de 850 helicópteros no Brasil, atendendo tanto o setor civil quanto militar.
Além do novo modelo H145, a empresa também monta:
- H225, usado principalmente em operações militares;
- H125, conhecido como Esquilo, bastante usado por polícias e empresas civis.
Com a chegada da produção do H145, a expectativa é de geração de novos empregos na cidade e mais oportunidades para fornecedores brasileiros que poderão participar da cadeia produtiva.
O Ministério do Desenvolvimento informou que a produção do H145 está alinhada ao programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado em 2024. Esse plano tem como objetivo modernizar a indústria nacional, com foco em tecnologia, inovação e exportação de produtos com maior valor agregado.
A produção do H145 no Brasil traz vários benefícios:
- Transferência de tecnologia da Airbus para empresas e profissionais brasileiros;
- Capacitação de mão de obra qualificada, com mais vagas para engenheiros, técnicos e operadores;
- Fortalecimento de empresas nacionais, que poderão se tornar fornecedoras de peças e serviços;
- Geração de empregos diretos e indiretos, principalmente em Minas Gerais.
Além disso, a fabricação local ajuda o Brasil a se tornar menos dependente de importações e mais competitivo no setor aeronáutico.
Para os dois países, esse projeto representa uma parceria estratégica. A França, por meio da Airbus, amplia sua presença na América Latina. Já o Brasil ganha em conhecimento, emprego e capacidade de exportar produtos com tecnologia avançada.
Segundo o governo, o acordo também reforça o papel do Brasil como referência em tecnologia de aviação na região. O H145 tem potencial de atrair interesse de países vizinhos e pode abrir novos mercados para o setor aéreo brasileiro.


