O governo federal vai lançar, nos próximos dias, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) Verde, uma nova forma de cobrar imposto dos carros vendidos no Brasil. A proposta faz parte de um plano maior chamado Mover (Mobilidade Verde e Inovação), que busca incentivar a produção e o consumo de veículos mais sustentáveis. A nova regra deve começar a valer em 2026, quando a reforma tributária entra em vigor.
A ideia principal do IPI Verde é simples: automóveis que poluem menos vão pagar menos imposto. Já os modelos que mais poluem, ou que usam tecnologias ultrapassadas, vão pagar mais. O objetivo é fazer com que as montadoras invistam em veículos mais eficientes e que a população tenha acesso a opções mais limpas e econômicas.

Hoje, o IPI é calculado principalmente com base na potência do motor do veículo. Com o IPI Verde, isso vai mudar. Além da potência, o governo vai considerar outros fatores ambientais, como a quantidade de poluição emitida, o tipo de combustível usado, o consumo de energia, a possibilidade de reciclar as peças e até o uso de materiais renováveis na fabricação do carro.


