Soberania, comércio internacional e críticas internas
Em outro momento do discurso, o presidente reforçou a defesa da pátria e da soberania nacional. Ele disse estar indignado com o fato de que as acusações feitas por Trump tenham recebido apoio de parlamentares e lideranças políticas brasileiras, a quem chamou de “traidores da pátria”. A fala teve forte repercussão nas redes sociais, refletindo o tom patriótico do pronunciamento.
Lula também reafirmou o compromisso do Brasil com relações diplomáticas sólidas, não apenas com os Estados Unidos, mas com todos os parceiros comerciais. O presidente citou o fortalecimento dos vínculos com a União Europeia, países da Ásia, da África e da América Latina como estratégia para manter a economia ativa e diversificada.
Reuniões com representantes dos setores produtivos, sindicatos e sociedade civil estão sendo realizadas, segundo ele, para encontrar soluções diante das sanções e minimizar os impactos para a população brasileira.
Encerrando o pronunciamento, Lula reiterou que o governo recorrerá a todos os instrumentos legais disponíveis para proteger a economia nacional e os empregos. Ele destacou que o Brasil não deseja conflito e acredita no comércio justo e equilibrado. “Não há vencedores em guerras tarifárias, somos um país de paz”, disse. E concluiu: “Que ninguém se esqueça: o Brasil tem um único dono, que é o povo brasileiro.”


