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Desemprego recua para 5,8% e atinge menor nível histórico

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025. O dado, divulgado nesta quinta-feira, 31 de julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa o menor nível já registrado desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. No trimestre anterior, encerrado em março, o índice era de 7%. Já no mesmo período de 2024, o desemprego estava em 6,9%.

Desemprego no Brasil recua para menor nível histórico
Com a nova queda, o total de pessoas desempregadas no país é de 6,25 milhões, o que representa 1,3 milhão a menos do que no trimestre anterior | Foto: Reprodução / Canva

Essa redução acontece em um momento de crescimento da população ocupada, que chegou a 102,3 milhões de pessoas. O aumento foi de 1,8% em relação aos três meses anteriores e de 2,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o IBGE, essa é a maior quantidade de pessoas trabalhando já registrado no país. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu recorde: 39 milhões.

Ocupação cresce em diversas áreas

O crescimento do emprego pôde ser observado em diferentes setores da economia. As maiores altas foram registradas no comércio, na indústria e na construção civil. Também houve aumento de postos de trabalho em serviços como alimentação, transporte e alojamento.

A taxa de informalidade ficou em 37,8%, com cerca de 38,7 milhões de pessoas trabalhando por conta própria ou sem carteira assinada. Apesar de ainda ser alta, essa é a segunda menor taxa desde que o IBGE começou a medir esse indicador.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, explicou à Agência Brasil que o desempenho positivo do mercado de trabalho reflete um aumento da força de trabalho e da população ocupada. Segundo ela, esse movimento vem sendo registrado ao longo dos últimos trimestres.

O nível de ocupação, que mostra a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa, chegou a 58,8%, o maior desde o início da série histórica. Além disso, a taxa de participação na força de trabalho foi de 62,4%, também a mais alta já registrada pelo levantamento.

Rendimento tem leve alta e poder de compra melhora

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 3.477. Esse valor representa um crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% na comparação anual.

Já a massa de rendimentos reais, que é a soma de todos os salários pagos, chegou a R$ 351,2 bilhões. Esse é o maior valor da série histórica, com alta de 2,9% em relação ao trimestre anterior e de 5,9% em comparação ao mesmo período de 2024.

O aumento da renda e a queda do desemprego indicam uma recuperação do mercado de trabalho e do poder de compra da população. Especialistas apontam que esse cenário é impulsionado por uma combinação de fatores, como a retomada da atividade econômica, o controle da inflação em parte do ano e a expansão de setores ligados ao consumo.

IBGE atualiza metodologia da pesquisa

A divulgação dos novos dados foi acompanhada por uma atualização da série histórica da pesquisa. O IBGE fez ajustes com base nas novas estimativas populacionais, considerando os resultados do Censo Demográfico de 2022.

Com essa atualização, algumas estimativas foram revisadas, mas, segundo o instituto, as tendências gerais da pesquisa foram mantidas. A nova base de cálculo permite maior precisão nas análises sobre o mercado de trabalho brasileiro.

Apesar dos dados positivos, o cenário ainda exige atenção. Alguns analistas alertam para riscos que podem afetar a economia no segundo semestre, como possíveis instabilidades externas e os impactos das medidas de política monetária adotadas para controlar a inflação.

O Banco Central, por exemplo, mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. A medida visa conter a alta dos preços, mas também pode frear investimentos e dificultar a criação de novos empregos em alguns setores.

Além disso, tensões comerciais com países parceiros e possíveis mudanças na política econômica do governo federal podem influenciar o ritmo de geração de vagas nos próximos meses. Mesmo assim, o recuo do desemprego para menos de 6% é considerado um marco importante.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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