Reação dos países do Brics
A resposta à ameaça veio rápido. A China, uma das principais potências do grupo, criticou a decisão e afirmou que os Brics não são um bloco contra os Estados Unidos, mas sim uma união de países que buscam equilíbrio nas relações internacionais. O governo chinês afirmou que a política de tarifas é injusta e pode prejudicar a economia global.

A Rússia também se manifestou. Um porta-voz do governo russo disse que os Estados Unidos estão tentando “intimidar” outros países e impedir que eles busquem alternativas ao dólar.
O Brasil, que sediou a cúpula do grupo no Rio de Janeiro, também reagiu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil quer manter boas relações com todos os países, incluindo os Estados Unidos, mas não vai aceitar ameaças. “Ninguém vai dizer com quem o Brasil pode ou não negociar”, disse Lula.
Além disso, Trump também fez declarações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente responde a processos na Justiça. Lula respondeu dizendo que a democracia brasileira será defendida pelos brasileiros, sem interferência estrangeira.
A África do Sul também se posicionou e pediu que os Estados Unidos respeitem a autonomia dos países do Brics. Já a Índia, que costuma adotar uma postura mais neutra, preferiu não comentar diretamente o assunto.


