Desempenho de janeiro a julho
No mercado doméstico, que reúne viagens entre cidades brasileiras, foram 57 milhões de passageiros no acumulado do ano até julho, resultado 8,2% superior ao observado em 2024. O dado indica que o transporte aéreo mantém papel central nos deslocamentos de média e longa distância dentro do território nacional, especialmente em rotas que conectam capitais e polos regionais, e também naquelas que integram cidades médias à malha principal.
Nas viagens internacionais, o avanço foi ainda mais intenso. O total de 16,4 milhões de passageiros embarcando para o exterior no período representa crescimento de 15% frente ao ano passado. Essa ampliação para fora do país ocorre em um cenário de maior disponibilidade de rotas e de ajustes na malha das companhias, que vêm recompondo ligações e, em vários casos, abrindo novas operações sazonais ou permanentes. Embora os dados oficiais não façam a distinção por origem dos viajantes, o balanço aponta fluxo crescente tanto de brasileiros que viajam ao exterior quanto de estrangeiros que chegam ao Brasil por via aérea.
A expansão do movimento se reflete também na operação dos aeroportos. O acréscimo de 3,6% no total de pousos e decolagens sugere que as empresas ampliaram frequências e os terminais conseguiram absorver a demanda sem grandes interrupções. A leitura do ministério é que o ganho de passageiros e o aumento do número de voos caminham de forma coordenada, com a malha sendo ajustada para atender os períodos de maior procura ao longo do calendário.


