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Crescem os empregos no setor de serviços, mas salário médio fica estagnado

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Mercado mais pulverizado e as atividades que avançaram

A concentração do setor caiu ao longo da última década. O indicador R8 — que mede a participação das oito maiores empresas na receita total — passou de 9,5% em 2014 para 6,6% em 2023, o menor nível da série. Isso mostra que a receita está mais espalhada entre várias empresas, abrindo espaço para negócios menores e novos entrantes.

Mudanças na participação por atividade mostram para onde caminha a demanda por serviços. Tecnologia da informação cresceu de 6,7% para 11,2% da receita (+4,5 pontos percentuais). Serviços auxiliares financeiros, de seguros e previdência foram de 2,8% para 5,3% (+2,5 p.p.). Serviços técnico-profissionais subiram de 10,5% para 12,6% (+2,1 p.p.).

Por outro lado, telecomunicações recuaram de 12,1% para 11,2% (-0,9 p.p.), transporte rodoviário de passageiros caiu de 4,5% para 2,9% (-1,6 p.p.) e serviços audiovisuais foram de 3,0% para 1,7% (-1,3 p.p.).

Essas mudanças indicam que há mais receita sendo gerada em áreas relacionadas à tecnologia e a serviços de apoio financeiro. Trabalho qualificado para essas áreas tende a oferecer melhores rendimentos, enquanto setores em retração podem oferecer menos oportunidades de crescimento salarial.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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