Era uma vez um artista que chegava a fazer 37 shows por mês. Em cada um deles, bebia pelo menos duas doses de cachaça antes de subir ao palco. Uma espécie de ritual — até a luz amarela acender no camarim e as interrogações surgirem diante do espelho. Era o “Rei do Piseiro”, João Gomes, se perguntando se não estava na hora de parar de beber.
A decisão veio aos 23 anos, junto com o medo de ser mais um a ter de tratar a gordura no fígado. Decisão corretíssima, dizem os especialistas. Nos últimos anos, o uso do álcool foi reconhecido como um promotor significativo da esteatose hepática, mesmo em doses mais baixas do que aquelas atribuídas à doença hepática associada ao álcool.



